JB Online
Rio - Fernanda NideckerRIO - Terminou há pouco, no Auditório Carlos Drummond de Andrade, na Bienal do Livro, o evento ``Os herdeiros de Cervantes - A criação e a diversidade da literatura espanhola´´, com a participação dos escritores Antônio Soler, Carlos Casares, Carmem Posadas e Cristina Fernandes Cubas.
Os autores ressaltaram a importância inegável de Cervantes para a literatura espanhola, mas lamentaram que depois da guerra civil no país, a tradição literária do autor se quebrou de certa forma. ``Com a perda da democracia em 1936, a Espanha ficou isolada do mundo e ressurgiu nos anos 60 com uma literatura de denúncia social´´, disse Carlos Casares.
Cristina Cubas se diz privilegiada por ser denominada na Bienal como um dos herdeiros de Cervantes, e defendeu que haja mudanças nas escolas para o ensino na literatura cervantina. Para ela, ``os clássicos espanhóis são passados para as crianças de forma muito chata´´.
Os quatro escritores espanhóis enfatizaram que a literatura espanhola atual passa por um momento de grande euforia, oferecendo espaço para todos os gêneros e gostos. ``Isso faz dela uma literatura muito rica, pois é mais informal, eclética e cúmplice com o leitor´´, disse Carmem Posadas.