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Rio - Em seu segundo dia de atividades, a 10ª edição da Bienal Internacional do Livro deu provas de que os debates poderão ser as principais atrações este ano. Personalidades como o jornalista Zuenir Ventura, os escritores Ziraldo, Affonso Romano Sant’Anna, o sociólogo Luiz Eduardo Soares e a escritora espanhola Cristina Fernández Cubas foram as estrelas que lotaram os estandes onde se realizaram os encontros nos pavilhões do Riocentro.No café literário a escritora espanhola Cristina Fernández Cubas falou sobre o início de sua carreira literária, com seu primeiro livro "Mi hermana Elba", de contos, publicado em 1980. A escritora contou que morou no Brasil de 73 a 75, e fez cometários sobre o livro de memórias "Cosas que ya no existen", recém-lançado na Espanha, evocando momentos da infância da autora.
Logo depois, Ziraldo lotou o estande e cativou crianças e adultos que estavam no local. O autor de "O Menino Maluquinho’ deu um show de simpatia e acabou transformando a mesa redonda em uma agradável conversa. "A nossa missão, como autores, é colocar na cabeça dos professores que não transformem o livro em dever. E na dos pais, que dêem livros de presente aos filhos".
No mesmo horário, no auditório Carlos Drummond de Andrade, a segurança pública foi o tema em debate. Mediado pelo jornalista Zuenir Ventura (autor de "Cidade Partida") o fórum ’Polícia e bandido: Retratando a realidade’ teve como debatedores o sociólogo Luis Eduardo Soares (autor de "Meu Casaco de General) e o jornalista Geraldo Lopes ("O sistema: Corrupção e violência nas penitenciárias brasileiras"). Eles detalharam as falhas na condução do combate à violência dos nossos dirigentes públicos, apontando alternativas e soluções.
Mas o grande momento deste segundo dia foi a homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade, cujo centenário de nascimento se celebra no ano que vem. Cerca de 150 pessoas assistiram a solenidade realizada no auditório Cecília Meireles e que contou com a presença dos netos Pedro e Luís Maurício Drummond, e do poeta Affonso Romano de Sant’Anna.
"Faço parte de uma tradição que começou com Mário de Andrade, passou por Manuel Bandeia, Carlos Drummond e agora chega a mim. Pretendo levar esta corrente adiante. Ele é como uma mina, para conhecê-lo é preciso cavar, ir mais", afirmou Sant’Anna.
Apesar de ainda não ter divulgado dados oficiais sobre o número de visitantes, a organização do evento acredita que cerca de 500 mil pessoas deverão comparecer à feira. Neste segundo dia, 400 escolas trouxeram cerca de 34 mil alunos, que circularam por todo o Riocentro.