MARGARET GEORGE
"A escritora da máquina do tempo"

A escritora norte-americana Margaret George parece ter uma máquina do tempo. Ela já resgatou em seus livros as vidas de Henrique VIII, Mary, a rainha da Escócia, Cleópatra, Maria Madalena e agora viaja para a Turquia a fim de pesquisar minuciosamente sua nova personagem: Helena de Tróia. Em meio a isso tudo, Margaret encontrou um tempo para vir ao Brasil, conhecer o Rio e se apaixonar pela feijoada. E não parou por aí. Depois de assistir à final do Campeonato estadual de futebol 2001 pela TV, tornou-se torcedora do Flamengo. "O Rio tem uma magia que nenhuma cidade no mundo tem. Aqui você levanta seu astral", disse sorridente.

 

 BOAVENTURA DE SOUZA SANTOS
"É chocante a resignação do brasileiro"

Foto de Adryana AlmeidaO português Boaventura de Sousa Santos foi o grande premiado na categoria Ciências Humanas e Educação do Jabuti, entregue no último sábado na Bienal, com seu livro Para um novo senso comum: a ciência, o direito e a política na transição paradigmática, primeiro volume da série A crítica da razão indolente (Cortez Editora). Boaventura, que na década de 70 passou cinco meses na favela do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, para fazer sua tese de doutorado por Yale, já está com viagem marcada para o Brasil no próximo mês. De tanto visitar o país, é capaz de analisar como poucos brasilianistas sua realidade social. Mesmo assim, está chocado com a ameaça de racionamento de energia e de apagões. "O que mais me surpreende no Brasil é a falta de contestação social a essas coisas. Parece que hoje em dia os brasileiros aceitam quase tudo", critica. Segundo ele, a arrogância das classes dominantes brasileiras é tão grande que elas não precisam mais do consenso. "Basta-lhes a resignação"


LYGIA FAGUNDES TELLES
Foto de arquivo/Sergio AmaralA dama das letras

Na manhã do dia 19 de maio, antes de receber o prêmio Jabuti 2001 de melhor livro de ficção por sua última obra de contos, "Invenção e Memória", Lygia Fagundes Telles alternava momentos de alegria e insatisfação. A felicidade transparecia no sorriso de quem via como recompensa o prêmio deste ano, que considera saboroso como u m copo de vinho tinto. A insatisfação estava na alma de escritora, cujas palavras elucidavam a sua visão de um mundo inacabado e doente. "A função do escritor é denunciar as chagas sociais desse planeta".

LUIS FERNANDO VERISSIMO
O quieto ilustre da Bienal

Certa vez um menino viajou de trem com o pai. Contam que o velho lhe fez uma pergunta no início da viagem e o garoto, contemplativo, só respondeu horas depois, quando chegaram à estação de destino. Provavelmente, o menino viu e respirou literatura durante todo o percurso, com olhos no horizonte e pensamentos que flutuavam numa imaginação fértil. A criança foi crescendo e a viagem continuou em seus olhos, em suas palavras, em suas metáforas, no semblante sereno e na sensibilidade de um intelectual. O pai, Erico Verissimo, foi o mestre. O filho, Luis Fernando, o discípulo

Afonso Romano Sant’Anna "desparafusa" Drumond

Intelectualmente, o poeta e escritor Affonso Romano de Sant’Anna se localiza dentro de uma tradição que começou com Mário de Andrade, Manuel Bandeira, passou por Carlos Drummond de Andrade e chegou a ele. Às vésperas do centenário de Drummond, que será comemorado no ano que vem, o escritor ressalta que quer levar esta tradição adiante através de suas crônicas e poesias.


JOÃO UBALDO RIBEIRO

ADRIANA LORETE/AJBUm bate-papo com o "Hemingway da Bahia"

A fala arrastada não nega: ele é baiano. Da Ilha de Itaparica. O escritor João Ubaldo Ribeiro, uma das presenças desta X Bienal do Livro, é daquelas pessoas que falam devagar, mas não tiram a paciência de seu interlocutor. Muito pelo contrário. De uma inteligência privilegiada, João Ubaldo, nesta entrevista ao JB Online, fala um pouco do que pensa sobre a Bienal, a educação e a política no país, sua obra como escritor e seus leitores.



MIGUEL PAIVA
'A mulher carioca se identifica com a Radical Chic; a paulista admira'

Miguel Paiva está preparando uma novidade para a 10ª edição da Bienal do Livro: o lançamento do quarto livro de seu mais famoso personagem, a Radical Chic.

 

PAULO COELHO
'A Bienal é um momento em que a cultura se transforma em festa'

"Os escritores escrevem, os críticos criticam e os leitores lêem. Assim continuamos, cada um fazendo seu trabalho". Assim, o escritor Paulo Coelho rebate as críticas sobre a temática a forma de suas obras.

''Novo livro eletrônico pode ter papel e tinta''
Roger Chartier

"O menino de Lins de Vasconcelos"
Carlos Heitor Cony

Veja a programação
da Bienal


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