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Memória: Césio 137
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Faltam recursos para
NILO SÉRGIO GOMES
RIO
- Entre as alterações do novo plano, consta a que reduz de três para
dois anos o prazo para a realização dos exercícios simulados em situação
de emergência, caso ocorra algum vazamento de radioatividade nas duas
usinas. "Nossa expectativa é de que o governador assine o novo plano nos
próximos dias", adianta o diretor de radioproteção e segurança nuclear
da CNEN, Ayrton Caubit.
Ele garante que também
consta do plano a determinação de que, em caso de algum acidente que impeça
o trânsito na rodovia Rio-Santos, as usinas sejam paralisadas, imediatamente.
Quanto à precária pavimentação da estrada, com buracos e trechos estreitados
por causa de quedas de barreiras provocadas pelas chuvas, Caubit esclarece
que o problema é a falta de recursos.
"Mas as obras de
recuperação serão feitas neste ano, pois os recursos já constam do Orçamento
da União, que está para ser sancionado pelo presidente da República",
informa. Um outro problema apontado no Plano de Emergência é o sistema
de alarme: as sirenes não alcançam toda a população de Angra dos Reis.
Porém, em relação
a este problema, o superintendente de apoio técnico à operação das usinas
de Angra, Luiz Henrique Gonçalves de Morais, adianta que a Defesa Civil
Federal, encarregada do atendimento à população em caso de acidente, já
contratou uma empresa que está ampliando o sistema de alarme e que, segundo
as informações que detêm, estará concluindo os seus trabalhos até julho,
quando, prevê-se, Angra II já estará em operação.
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