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Memória: Césio 137
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População
desconhece NILO SÉRGIO GOMES
RIO - Indiferente
à polêmica que opõe nuclearistas e ambientalistas, à população parece
faltar informação sobre os riscos e os ganhos desse tipo de geração de
energia. O relatório preparado por uma comissão especial de parlamentares,
que acompanhou os exercícios simulados para retirada da população, em
caso de um acidente nuclear na Usina de Angra I, realizado em 11 de novembro
do ano passado, apontou 39 pontos críticos do Plano de Emergência e fez
uma observação preocupante: a falta de participação da população no exercício. "A maioria das pessoas parece não se importar com o perigo, o que mostra a necessidade de se ampliar a informação na cidade (Angra dos Reis). E não apenas para os moradores, mas também para os turistas", aponta o relatório, assinado pelos deputados Ronaldo Soares (PFL), Luis Sérgio (PT) e Fernando Gabeira (PV). Radicalmente contrário ao uso da energia nuclear, Gabeira, defensor das termelétricas a gás - "é uma energia civilizada" -, informa que, no próximo dia 24, a Câmara Federal deverá votar o pedido de urgência urgentíssima para o projeto apresentado no final dos anos 80, pelo então senador Itamar Franco, hoje governador de Minas Gerais, e que se encontra parado nos trâmites do Congresso Nacional. O projeto, entre outros encaminhamentos, atribui à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) a responsabilidade pela destinação e guarda dos rejeitos radioativos e determina a formação de uma comissão, com prazo definido, para estudar o local e as condições para a instalação do depósito definitivo desses rejeitos. O deputado Luis Sérgio, também membro da comissão, defende uma discussão do problema sem os emocionalismos que costumam turvar os argumentos, quando os temas são muito polêmicos. "Angra I e II são realidades que estão aí. Não cabe a discussão sobre o sim ou não à energia nuclear. O fato é que o Rio de Janeiro e o país precisam dessa energia", pondera o parlamentar, ex-prefeito de Angra dos Reis. Ele aponta como grave, o fato de não haver uma política que defina a questão dos rejeitos radioativos. A mudança do governo no Rio de Janeiro não permitiu somente a troca da sigla partidária dos titulares do cargo executivo. A CNEN aproveitou a ocasião e elaborou um novo Plano de Emergência para Angra dos Reis, que está pronto e sendo analisado pelo governador Anthony Garotinho, para aprovação ou não. |
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