Na Bahia, fundações vão manter legado

Com a morte do escritor mais popular do Brasil, duas instituições da Bahia trabalham para manter viva sua obra. A Fundação Casa de Jorge Amado, em Salvador, e a Casa de Cultura Jorge Amado, em Ilhéus, mantêm à disposição do público livros, documentos, fotos e objetos pessoais para quem quiser matar a saudade.

Criada em março de 1987 e localizada no Largo do Pelourinho, no Centro Histórico da capital baiana, a Fundação expõe permanentemente um vasto acervo do escritor. Além das edições dos livros, estão espalhados pelos quatro andares da casa coleções de fotos, vídeos, cartazes e outros elementos que, somados, ultrapassam 100 mil itens.

A entidade é mantida por doações, patrocínios e convênios com empresas públicas e privadas, o que possibilita a manutenção do acervo e o incentivo a pesquisas sobre a literatura da Bahia. Além disso, através da Divisão de Programação Cultural, a Fundação promove periodicamente seminários, palestras, lançamentos de livros e exposições.

A esposa de Jorge, Zélia Gattai, também merece destaque na instituição. Todos os seus livros estão disponíveis, além de imagens, fitas de áudio e vídeo, totalizando mais de 40 mil documentos. Além disso, Zélia dá nome ao Café-Teatro da Fundação, que se tornou um ponto de encontro de artistas e intelectuais em Salvador.

Os livros do casal podem ser comprados na livraria, que funciona de segunda a sábado. A Casa de Cultura Jorge Amado é mais recente, criada há quatro anos, mas nem por isso desperta menos curiosidade. Ela foi instalada na casa onde o escritor passou a infância, em Ilhéus, depois de uma restauração patrocinada pela Petrobras.

Capitão de mares e terras sem fim

Lembranças e despedidas