Passando a limpo
a história oficial

   Uma das grandes experiências vivenciadas pelos viajantes é a descoberta do Outro. Isso é uma verdade tanto hoje quanto no passado, quando Cabral aportou no paraíso de Porto Seguro. Refletindo sobre esse encontro, os artigos de Gerd Borheim, Regina Celestino Almeida, Mary Del Priore, Marina de Mello e Souza, Fritz Utzeri e Ronald Raminelli mostram como os descobrimentos mudaram a noção de alteridade. Assim como desfazem o mito da ingenuidade do índio e da passividade feminina e analisam os mitos em torno do canibalismo.

Índice dos cadernos







  • A viagem e a descoberta da diferença
    Digamos que nossos navegadores por todos os lugares viajam e fazem até mesmo a viagem viajar.Por Gerd Bornheim

  • O nativo torna-se Índio
    Tribos que aqui estavam responderam ao contato com europeus escolhendo aliados e inimigos entre portugueses e franceses Por Maria Regina Celestino de Almeida

  • Mulheres de vida nada fácil
    Índias, brancas e negras não só realizavam trabalhos domésticos como, muitas vezes, eram responsáveis pelo sustento familiar Por Mary Del Priori

  • Destino impresso na cor da pele
    Escravidão, que perdurou por quatro séculos, trouxe do continente africano para o Brasil uma gama enorme de etnias e culturas Por Marina de Mello e Souza

  • Ah! Se tivessem sido os holandeses...
    Amaldiçoar a herança lusitana é lugar comum no Brasil Por Fritz Utzeri

  • Viagens ao desconhecido
    Relatos de aventureiros, religiosos, espiões e funcionários da Coroa inventariaram as riquezas e viabilizaram a colonização do Brasil
    Por Ronald Raminelli

  • Canibalismo: amor e ódio
    Na Grécia antiga, o ato de comer carne humana era denominado anthropophagía. Somente depois da descoberta da América, difundiu-se o termo canibalismo. Por Ronald Raminelli


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