Todos os holofotes voltados para o Rio

Seis Woodstock. Foi esta a comparação feita pelo prefeito Cesar Maia, ao comemorar o sucesso do show dos Rolling Stones no Rio, referindo-se ao festival de música realizado em agosto de 1969, em Nova York. Alheio às críticas de falta de organização, o prefeito sonha agora em trazer Elton John e Madonna para a cidade

O Pelos cálculos do prefeito Cesar Maia, seria necessário gastar US$ 1 bilhão de dólares em publicidade para divulgar o Rio internacionalmente como fez o show dos Rolling Stones. Ao comentar o que o evento representou para a cidade, o prefeito citou a aparição do Rio em sites como o da BBC e do New York Times (leia matéria abaixo), que fizeram reportagens sobre a apresentação que levou 1,2 milhão de pessoas à Praia de Copacabana, sábado.

– O show exaltou a marca do Rio como primeira cidade do mundo em eventos ao ar livre, e campeã do entretenimento público, aberto e grátis – comemorou Cesar Maia.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Hotéis no Rio, Ângelo Vivacqua, também celebrava ontem a taxa de ocupação de quase 100% em todos os hotéis na Zona Sul. Se não fosse pelo show, a média ficaria em 80%, segundo ele.

– O ideal seria que tivéssemos um evento desses por mês. Mas defendo que shows como o de sábado sejam feitos em locais apropriados, para não causar tantos transtornos na cidade – opinou.

Apesar das críticas feitas em relação à falta de organização do show, Cesar Maia disse que todos os órgãos envolvidos na realização do evento (Polícia Militar, bombeiros e prefeitura) estavam de parabéns.

– Woodstock, com público seis vezes menor do que esse, teve 20 vezes mais ocorrências. Quando as pessoas acordaram, era como se na praia nada tivesse acontecido Se estivéssemos em Lausane (Suíça) não teria sido tão competente – exagerou.

Um dos responsáveis pelo show, o produtor Luiz Oscar Niemeyer afirmou ontem que cumpriu todas as determinações do Ministério Público Estadual – entre elas, que o show terminasse na primeira meia-noite de sábado. Na avaliação dele, o Rio deu um espetáculo para o mundo.

– Foi uma noite muito feliz e de paz – afirmou o produtor, que também elogiou a organização e a atuação de todos os órgãos públicos envolvidos no evento.

[19/FEV/2006]