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Tudo
por 15 minutos de fama
Fãs
dos Rolling Stones fazem plantão em frente ao hotel esperando um
aceno e a oportunidade de aparecer
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Duilo Victor
O No
dia em que os Rolling Stones deram o ar da graça nas sacadas do
Copacabana Palace, a senha para os 15 minutos de fama era mostrar
alguma dose de loucura em frente ao hotel. Fãs do grupo de todas
as partes do Brasil se reuniram em frente ao hotel e precisavam
de pouco para aparecer às lentes de um batalhão de jornalistas.
Logo pela manhã, uma dupla de paulistas
de Araraquara não se preocupou em arranjar um lugar para estadia
até amanhã, dia do megashow em Copacabana. Mas depois de sete horas
de viagem de ônibus, Mário Ito, 28 anos, e Mauro Lima, 26, trouxeram
uma faixa em que se lia: ''Fora Lula. Mick Jagger presidente''.
- Nem odiamos tanto o presidente,
mas foi uma forma interessante de chamar a atenção - contou Mauro.
Seu amigo, Mário, explicava que seu
quarto é todo decorado com fotos da banda. A tatuagem do símbolo
dos Stones provava o fanatismo:
- Nem sei onde tomar banho ainda,
mas já garantimos que na próxima semana vamos para o show dos Stones
em Buenos Aires.
Quando ninguém esperava, surge Mick
Jagger. Mas não era o original, que apareceu timidamente na janela
de sua suite por volta das 17h. Era uma cópia de Arraial D'Ajuda,
na Bahia. Celso Rebelo, 57 anos, também é músico, mas como poucas
réplicas são perfeitas, só toca MPB.
- É muita responsabilidade representar
um artista como ele. Já até consegui um autógrafo dele na última
vez em que a banda esteve em São Paulo - contou o baiano, que ainda
sonha com um lugar na área vip.
Aventureiros foram os cinco paranaenses
de Apucarana que viajaram 1.200 quilômetros dentro de um Gol para
assistir ao show de hoje. Jaime Ramos, 54 anos e Cláudio Carvalho,
46, espiavam as sacadas do terraço do Copacabana Palace e contaram
que já gastaram muito dinheiro no Rio desde quarta-feira, quando
chegaram.
- Já gastamos mais de R$ 300 cada
um, mas vale à pena. Somos fãs da banda desde os anos 60 - garantiu
Jaime.
O dinheiro que financiou a viagem
dos paranaenses veio dos próprios fãs dos Stones. Jaime e Cláudio
têm uma fábrica de bonés e venderam uma remessa de 20 mil peças
com a marca da banda para uma distribuidora no Rio.
Impressionados com o tamanho do palco,
Agnaldo Mestiere, 41 anos, e seu sobrinho, Guilherme Medeiros, 23,
vieram de São José do Rio Preto, em São Paulo. Com tatuagens enormes
de tinta removível da famosa língua de fora que é a marca da banda,
Agnaldo tem 37 discos e coletâneas dos Stones e só lamenta a distância
a que ficará do palco:
- Atrás da área vip não terei chance
de pegar a paleta do Keith Richards.
[18/FEV/2006]
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