Concorrência emocionada no Porto da Pedra

Carolina Benevides

Elas bem que tentaram. Soninha Capeta, destaque da Beija-Flor, Rosa Magalhães, carnavalesca da Imperatriz, e Neide Coimbra, presidente do Império Serrano, deixaram suas escolas de coração para defender o Porto da Pedra, que prestava homenagem às mulheres. No sétimo carro, que trazia coroas – referência à Imperatriz e ao Império, Beija-Flor e até ao tambor da Mangueira, elas nem de longe imaginavam que a escola ia enfrentar tantos problemas.

"Todos tiveram tanto carinho comigo que o Porto da Pedra agora tem um lugar cativo no meu coração", dizia Neide Coimbra, logo depois de subir no carro.

Quase duas horas depois de terem chegado ao Sambódromo, paradas na entrada do Setor 1 por mais de 10 minutos, depois que o carro Mães do Brasil quebrou, elas não perderam a empolgação. Rosa, que confessara não saber o samba, acenava para a arquibancada.

"Estou feliz por poder vir só me divertir. Fiquei emocionada com a homenagem", contou a carnavalesca, que escolheu a fantasia e as plumas verdes e brancas que usava na cabeça.

Soninha Capeta, no alto de um beija-flor, deixou o cansaço de lado - ela desfilou na azul-e-branco de Nilópolis – e tinha o samba na ponta da língua.

"Fiz questão de aprender. Estou muito feliz por ser lembrada", disse Sonia.

[ 02:30 - 28/02/2006 ]