Ricardo Albuquerque RIO - A rainha de bateria Raíssa Oliveira, 15 anos, tentou esconder a decepção com a Beija-Flor, mas a cada nota anunciada ela ameaçava chorar no camarote da escola, ontem à tarde, em Nilópolis, na Baixada Fluminese. Raíssa e outras milhares de pessoas viram o sonho do tetracampeonato ser demolido pouco a pouco durante a apuração do desfile do Grupo Especial. As notas do quesito comissão de frente (9,9; 9,8; 10; 9,7) decidiram a sorte da agremiação - 5º lugar na classificação - e causaram frustração entre os componentes.
- Os integrantes da comissão de frente não cometeram erros. Acredito que os jurados não entenderam a nossa mensagem - justificou a coreógrafa Ghislaine Cavalcanti.
Indignada com o jurado que tirou um décimo da bateria, a ritmista Laila Teixeira da Silva, 15 anos, confessou que o grito de ''é tetra'', entoado na quadra a cada nota 10 recebida pela escola, ficou engasgado quando o locutor oficial da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Perlingeiro, divulgou a última nota do quesito bateria: 9,9.
- É muita injustiça. Todo mundo viu o show que demos na Avenida - lamentou Laila, que usou uma toalha bordada com o símbolo da escola para enxugar suas lágrimas.
Mais conformada com o quinto lugar, depois que a apuração terminou, a rainha de bateria Raíssa de Oliveira enalteceu a conquista da Vila Isabel.
- A gente ganhou demais. Estamos entre as cinco melhores do carnaval.