Sapucaí recebe
os retoques finais
Sambódromo ganha pintura e escolas de
samba do grupo especial e de acesso recebem R$ 5 milhões
do governo do estado
Os retoques finais para o carnaval 2006 começaram
ontem, com a pintura da pista da Marquês de Sapucaí.
As obras na Passarela do Samba tiveram início
em novembro passado e, segundo o engenheiro Carlos Eduardo
Almeida, contratado pela Liga Independente das Escolas
de Samba (Liesa), estão dentro do cronograma.
- Estamos na fase final, com a colocação
de cadeiras e decoração de camarotes -
explicou Carlos.
Só para pintar a Avenida, que mede 13 metros
de largura por 750 metros de comprimento, serão
necessários 600 litros de tinta branca. Carlos
Eduardo informa que serão dadas duas ''de mão''
antes do desfile do Grupo Especial - nos dias 26 e
27 - e outra antes da passagem das escolas campeãs.
Ficará faltando, segundo o engenheiro, a instalação
dos equipamentos de luz e som, que acontecem só
mais perto do carnaval. A instalação
da estrutura do chamado Setor Zero - arquibancadas
que ficam junto ao Canal do Mangue - começaram
há cerca de 15 dias e deve estar pronta até
o fim da semana.
A partir de hoje, algumas ruas no entorno do sambódromo
serão interditadas para a montagem dos portões
da Sapucaí. Hoje, das 22h às 4h, meia
pista de rolamento será interditada nas seguintes
vias: Travessa Pedregais, retorno sob a Avenida 31
de Março, próximo ao 1º BPM; e
a Rua Benedito Hipólito, atrás do setor
3.
No mesmo horário, na sexta-feira, a interdição
de meia pista será na Rua Frei Caneca, atrás
dos setores 11 e 13, e na Rua Catumbi, entre as ruas
José Bernardino e Frei Caneca. No fim de semana,
outras ruas serão parcialmente interditadas.
Amanhã, o Terreirão do Samba, na Praça
Onze, começa a funcionar. Esta é a 15ª
edição e a festa está marcada
para as 20h. Grupos de pagode e sambistas vão
tocar até o dia 4 de março. A entrada
custa R$ 5 e, entre outras, atrações
vão cantar Pagode do Arlindo, Grupo Revelação,
Kiloucura e Dudu Nobre.
Na manhã de ontem, a governadora Rosinha Matheus
assinou o decreto de criação do programa
O Estado do Rio Dá Samba, que dá apoio
financeiro às escolas. Ela disponibilizou R$
5 milhões para as escolas de samba, sendo R$
4 milhões para as do Grupo Especial e R$ 1
milhão para as do Grupo de Acesso.
Segundo o presidente da Associação
das Escolas de Samba do Estado, Valter Teixeira da
Silva, a ajuda chegou em boa hora.
- Oferecemos semana passada apoio aos blocos. Agora
é a vez de ajudar as escolas de samba. Na verdade,
o nosso estado incentiva tudo que é relacionado
à cultura, ao en tretenimento sadio. O Carnaval,
além de ser um espetáculo cultural,
é uma fonte geradora de renda, de mão-de-obra,
de desenvolvimento para o povo fluminense - disse
a governadora.
O secretário de Turismo, Sérgio Ricardo
de Almeida, lembrou que o último grande apoio
dado às escolas de samba foi na época
de Leonel Brizola, com a construção
da Passarela do Samba.
- O Carnaval do Estado do Rio é muito importante
para a nossa economia. São mais de 500 mil
pessoas empregadas durante todo o ano na construção
desse espetáculo, que gera uma média
de R$ 1 bilhão. Com o Carnaval temos 100% da
rede hoteleira ocupada e atrairemos, este ano, 600
mil turistas - afirmou o secretário.
Durante a assinatura do decreto, a governadora destacou
que a indústria turística é um
ponto forte do estado, que recebe 40% dos turistas
que vêm ao Brasil. Rosinha ressaltou também
a importância de se preparar os profissionais
do setor turístico para receber cada vez melhor
os visitantes.
:: Florença Mazza
[16.02.2006]