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  "Senhores, lamento informar que o presidente Tancredo Neves faleceu às 22h23 de hoje". Com estas palavras, o porta-voz Antônio Britto anunciava a toda nação, há 20 anos, a morte do homem que simbolizou a luta pela democracia, após duas décadas de ditadura militar no país. Era o fim de um sofrimento que durou mais de um mês - período em que o político esteve hospitalizado - e de um sonho compartilhado por cada brasileiro.

Mais do que um simples político, Tancredo foi quem despertou a esperança na volta à democracia. Figura importante na campanha das 'Diretas Já', em 1984, o mineiro construiu uma trajetória marcada pela defesa da legalidade e da ética.

"O Tancredo foi o nome que a história escolheu para a construção da abertura política", acredita o senador José Sarney (PMDB), na época vice-presidente. Para especialistas, a habilidade de negociar de Tancredo foi imprescindível para a transição política no Brasil.

Apesar do sentimento de frustração que ficou após aquele 21 de abril de 1985, algo de sólido restou além das lembranças do "salvador da pátria".