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"No Brasil, as armas de fogo matam mais do que em qualquer outro lugar. O Brasil tem menos de 3% da população mundial, mas responde por 13%¨dos crimes por armas de fogo no mundo. Por isso, a necessidade de controlar melhor a comercialização", defende o senador Renan Calheiros (PMDB-RJ), presidente da 'Frente Parlamentar Brasil sem Armas'. O senador também vê na proibição a possibilidade de construir uma cultura de rejeição às armas. Para o presidente da 'Frente Parlamentar pelo Direito da Legítima Defesa', deputado federal Alberto Fraga (PFL-DF), "um Estado que não define uma política de segurança não pode impedir que o cidadão tenha uma arma de fogo. O referendo não tem nada a ver com desarmamento". E Fraga completa: "Prova disso é que quem tem armas não vai precisar devolver, mas a venda de munição será restrita". Outro que discute a validade da realização do referendo é o deputado federal Luiz Antônio Fleury Filho (PTB-SP). O parlamentar, que é vice-presidente da comissão contra a proibição da comercialização das armas de fogo, acredita que o próprio Estatuto do Desarmamento em vigor desde 22 de dezembro de 2003 já é suficiente para se evitar o porte ilegal. Além de utilizar o argumento de que os crimes são cometidos por armamentos obtido fora da legalidade, Fleury acrescenta que apenas 0,5% dos suicídios são cometidos por armas de fogo e que crimes praticados em virtude de brigas de família resultam em 0,9% dos registros.
"As armas de grande porte é que são obtidas através do mercado negro. Ninguém é assaltado no sinal de trânsito com um AR-15.", observa Jandira. A deputada destacou ainda que em 70% dos assassinatos ocorridos no interior das residências há a utilização de revólveres. Delegado da 'Frente Parlamentar pelo Direito da Legítima Defesa' no Rio, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) é da opinião de que o desarmamento não vai diminuir a ocorrência de crimes como arrastões, assaltos em coletivos ou seqüetros. Seguindo a mesma linha do senador Renan Calheiros, o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) acredita que quanto menos desarmada uma sociedade for, menos mortes por armas de fogo ocorrerão. Alencar compara o Japão, um país praticamente desarmado, com o os Estados Unidos, que, com toda a ideologia armamentista, é um dos mais violentos do mundo. O resultado do embate entre as frentes a parlamentares
a favor e contra o comércio de armas de fogo vai ser conhecido
após o dia 23. Mas a eficácia da proposta vencedora só
poderá ser comprovada ao longo dos anos. Por isso, é importante
que o eleitor analise com cuidado cada proposta, independente de picuinhas
individuais e paixões partidárias.
Frente Parlamentar Brasil sem Armas >> Frente Parlamentar
pelo Direito da Legítima Defesa >> :: Andréa de Freitas Machado
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