Cerimônias fúnebres de João Paulo II vão durar nove dias

CIDADE DO VATICANO Os ritos funerais do papa JOão Paulo II, morto na noite deste sábado em seus aposentos no Vaticano, vão durar nove dias em virtude da constituição apostólica que promulgou em fevereiro de 1996.

As cerimônias fúnebres, que também podem ser classificadas de período de luto que terminam com o sepultamento, começaram na noite de ontem com a oração fúnebre ' De Profundis', pronunciada pelo cardeal Angelo Sodano, imediatamente após a confirmação da morte. As celebrações continuaram na manhã de hoje com uma missa Solene na praça de São Pedro, na presença de mais de 100 mil fiéis e das mais autoridades italianas e da Cúria Romana.Após a missa, os corpo de João Paulo II foi exposto pela primeira vez para as autoridades e mostrado pela televisão.

A programação do funeral será decidida nesta segunda-feira às 10h (hora local 5h em Brasília) durante a primeira reunião da congregação de cardeais. Esta reunião é muito importante porque deve estabelecer o calendário para todos os acontecimentos que vão ocorrer até o fim deste período de nove dias com o enterro, que deve acontecer após o quarto ou quinto dia após a morte do papa. Segundo a tradição, durante esta reunião será apresentado o testamento do papa morto.

Os cardeais deverão estabelecer quando os restos mortais serão expostos na Basílica de São Pedro e durante quanto tempo. Segundo o porta-voz do Vaticano, o corpo de João Paulo II deverá ser exposto nesta segunda-feira às 17h na Basílica (12h em Brasília), salvo decisão contrário dos cardeais, e deverá ficar lá por três ou quatro dias.

O enterro, no entanto, cuja a data ainda não foi confirmada oficialmente, deverá ser realizado na quinta ou sexta-feira e provavelmente em uma cripta no subsolo da Basílica de São Pedro, onde já foram iniciadas as reformas neste domingo.

Segundo rumores durante a doença de João Paulo II, o papa, que é polonês, teria expressado o desejo de ser enterrado em sua terra natal. Esta possibilidade está na constituição apostólica de 1996, adotada por João Paulo II. Ele pode ter apresentado esta vontade no testamento que será lido na reunião de amanhã, mas não há certeza sobre o assunto.

O monsenhor Piero Marini, mestre das cerimônias litúrgicas da Santa Sé, fará uma coletiva de imprensa para falar sobre os ritos a serem realizados a até que o novo papa seja escolhido. Os cardeais, presentes em Roma, reunidos na Congregação, deverão decidir igualmente a lista dos responsáveis em eleger o sucessor de João Paulo II. Isso deve acontecer em 15 ou 20 dias após a morte do papa, segundo a constituição apostólica. Somente os cardeais com menos de 80 anos podem ser eleitores.

AFP

[ 14:36 - 03/04/2005 ]
 
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