PARIS Os principais líderes mundiais, quase sem exceção, expressaram emoção e tristeza após o anúncio da morte do papa João Paulo II, reconhecido de forma unânime por sua coragem e determinação.
Um dos primeiros a dar seu depoimento, ainda ontem, foi o presidente dos Estados Unidos George W. Bush, que destacou o papel do sumo pontífice na luta contra o comunismo. '' A Igreja Católica perdeu seu pastor e o mundo um defensor da liberdade humana'', destacou.
Profundamente triste, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, falou da memória de um ''incansável lutador da paz''. O presidente Vladimir Putin saudou '' a figura excepcional de nosso tempo, que está associado a uma era eterna''.
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, saudou neste domingo a memória de João Paulo II, a quem chamou de '' homem da paz'' e apresentou suas condolências aos cristãos de todo o mundo. '' Em nome de Israel, quero expressar meu pesar'', disse Sharon ao iniciar uma reunião de gabinete. ''Era um homem da paz, um amigo do povo judeu, que reconhecia sua singularidade e que trabalhou para a reconciliação entre os povos'', acrescentou. Sharon recordou que o Vaticano, sob a direção de João Paulo II, estabeleceu relações diplomáticas com Israel em dezembro de 1993.
O presidente francês Jacques Chirac o evocou como um ''sumo pontífice excepcional, que não cansou de mostrar a todos os homens e a todos os povos o caminho da paz, da solidariedade e da liberdade''.
A rainha Elizabeth II expressou ''profunda tristeza e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, lamentou a perda de ''um homem notável''.
O governo chinês apresentou oficialmente suas condolências neste domingo pela morte de João Paulo II, com o desejo de que as relações entre Pequim e o Vaticano melhorem no próximo pontificado. China e Vaticano não possuem relações diplomáticas há meio século, pela Santa Sé considerar a liberdade de Taiwan importante.
A Índia também expressou sua tristeza pela morte de João Paulo II e recordou a beatificação pelo pontífice de madre Teresa de Calcutá. Lech Walessa, considerou neste domingo que o pontificado de João Paulo II pôs fim '' a uma época de divisão'' da Europa e abriu um caminho para a União Européia ampliada.
Mikail Gorbachov, o último presidente soviético, disse que o papa teve um papel enorme no fim da guerra fria. '' Nenhum conflito escapou de sua atenção'', disse.
AFP