PEQUIM A igreja católica oficial da China, que não mantém relações com o Vaticano, apresentou neste domingo suas profundas condolências pela morte do papa João Paulo II, na tarde de sábado.
Os católicos chineses enviaram um telegrama para expressar suas ''profundas condolências'', em nome dos quase cinco milhões de católicos no país.
''A morte do papa João Paulo II é uma grande perda para a igreja universal'', diz a nota.
No sábado à noite e no domingo de manhã (horário da China), as missas das igrejas oficiais de Pequim foram celebradas em homenagem a João Paulo II. O Ministério das Relações Exteriores não havia se manifestado até a manhã deste domingo. Na véspera, o governo chinês mostrou preocupação com a saúde do papa.
De Roma, a agência de notícas Nova China anunciou brevemente a morte do Sumo Pontífice, em chinês e inglês, indicando que a igreja patriótica também havia mandado uma mensagem peloj falecimento do papa.
China e Vaticano não mantêm relações diplomáticas, já que a Santa Sede reconhece a independência de Taiwan. O regime comunista estabeleceu a igreja patriótica, que não reconhece a autoridade papal. Outros tantos congregam uma igreja do silêncio, clandestina, fiel ao papa e regularmente vítima de repressão.
No sábado, o Vaticano anunciou uma nova detenção de um bispo na China. Segundo o comunicado do porta-voz Joaquín Navarro, o monsenhor Giacomo Line Xili, de 86 anos, foi detido no dia 20 de março, domingo de Ramos, sem motivos aparentes. Outros dois sacerdotes católicos foram presos na China na mesma situação, no mês passado.
AFP