Papa: a violência não resolve conflitos e nem diminui suas consequências

Em 26 anos de pontificado, assumido em 16 de outubro de 1978 e encerrado hoje, dia 2 de abril, com a sua morte, o papa João Paulo II sempre omitiu a sua opinião sobre as principais questões do mundo atual. Abaixo, alguns dos seus pensamentos:

''A vida não pode ser apenas uma procura pela riqueza, mas deve ser sobretudo uma aspiração de encontro com o Senhor''

Sobre a falta de aspirações religiosas

''Os verdadeiros discípulos de Cristo têm consciência de sua própria fragilidade. Por isso, colocam confiança na graça de Deus''

Sobre o valor da fé cristã

''A violência jamais resolve os conflitos e nem sequer diminui suas consequências dramáticas''

Sobre a guerra

''Para seguir Cristo não são necessárias senão as virtudes comuns e verdadeiras''

Sobre os fiéis da Igreja Católica

''O ser humano deve ver reconhecidos seus direitos, entre os quais está o direito inviolável de todo ser à vida''

Em discurso contra o aborto

''O futuro depende, em grande parte, da família. Seu papel especialíssimo é o de contribuir eficazmente para um futuro de paz''

Sobre os valores da família

''Desejo que vosso senso de liberdade possa estar de mãos dadas com um senso de verdade sobre vós mesmos''

Sobre a liberdade do homem

''É justamente no processo de criação artística que o homem revela-se mais do que nunca à imagem de Deus''

Sobre a arte

''A fé e a razão são como as duas asas com as quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade''

Sobre os valores católicos

''É a profanação da religião proclamar-se um terrorista e cometer a violência ao homem em nome de Deus''

Sobre o terrorismo islâmico

''Manter a alimentação de uma pessoa em estado vegetativo é moralmente obrigatório''

Contra a eutanásia

''Dentre os crimes que o homem pode cometer contra a vida, o aborto tem características que o tornam abominável''

Sobre o aborto

''Essa guerra não nos destruiu, mas nos construiu. A geração no qual pertenço formou-se atravessando dolorosas provações''

Sobre 2ª Guerra Mundial

''O destino da Polônia passa por Cristo. A Nação caiu, como Israel na Babilônia, por não ter reconhecido o Messias''

Sobre a invasão alemã à Polônia

''Devemos redescobrir o valor da oração, sua capacidade de nos conduzir a Deus e de nos introduzirmos na verdade do homem''

Sobre a importância da prece

''Na cruz, não apenas se cumpriu a redenção mediante o sofrimento, como o próprio sofrimento humano foi redimido''

Sobre as provações de Cristo

''A globalização é dirigida pelas puras leis do mercado, conforme a conveniência dos mais poderosos''

Criticando o capitalismo

''A luta contra a Aids passa por uma prática correta da sexualidade que supõe a castidade e fidelidade''

Contra o uso de preservativos

''Uma guerra representaria uma derrota para a humanidade e não

seria moral nem legalmente justificada''

Criticando Bush, às vésperas da invasão americana ao Iraque

''A paz é a condição do desenvolvimento, mas uma verdadeira paz torna-se possível somente com o perdão''

Reforçando a necessidade de perdoar um ao outro

''Com esta chave vou abrir as portas da cidade, mas para mim o mais importante é abrir os corações das pessoas''

Durante sua última visita ao Rio, em 1997

''Vim prestar homenagem aos milhões de judeus, que, privados da

dignidade humana, foram assassinados''

No Museu do Holocausto de Jerusalém, em 2000

''Minhas orações estão com aqueles palestinos que estão sem um lugar na sociedade. O tormento já foi longe demais''

Em Belém, sob controle da Autoridade Nacional Palestina

[ 23:54 - 02/04/2005 ]
 
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