Órfãos do papa
Foto ABr

Entre o desaparecimento físico do Santo Padre e a proclamação do novo vigário de Cristo, fica uma "terra de ninguém", na qual centenas de milhões de católicos vivem a ausência de sua figura mais emblemática. O que representa para eles um papa que ocupou um lugar de tão grande destaque no cenário internacional? Quem são os mais afetados por este vazio? O que sentem neste período de orfandade espiritual? Qual será sua reação ante o próximo pontífice? Os psicólogos das massas respondem a estas e outras dúvidas sobre o líder máximo espiritual do Ocidente.

Quando o papa morre, começa um complexo, tradicional e centenário processo que termina com a eleição do novo representante de Deus na Terra e que dura quase três semanas, durante as quais milhões de católicos ficam órfãos em corpo e alma de seu máximo pastor.

Entre o momento em que um pontífice morre e a proclamação de seu sucessor, há um período denominado Sé Vacante, cheio de tradições ancestrais, segredos, incertezas e cerimônias complexas. Durante esse período de espera os católicos contêm seu alento com as emoções à flor da pele.

Os pelo menos 15 dias que intermedeiam a morte do papa e o conclave cardinalício destinado a escolher o seu sucessor, que por sua vez pode durar vários dias, servem para que os cardeais troquem impressões e escolham o novo papa e também para que os fiéis ponham seus sentimentos e pensamentos em ordem.

Depois que o cardeal camarlengo, chefe de Estado interino do Vaticano durante a Sé Vacante, certifica oficialmente o óbito papal, começam os funerais, que duram nove dias, durante os quais o enterro é feito entre a quarta e a sexta jornada.

Duas semanas depois da morte e nunca depois do vigésimo dia, começa o conclave que permite que os cardeais vindos de todo o mundo escolham o novo papa, em um processo que costuma durar de dois a três dias, embora, em teoria, possa se estender por até 15.


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