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Os papas do século XX
Nove papas comandaram a Igreja Católica no
século XX. Oito italianos e um polonês ocuparam
a cadeira de São Pedro durante um período
no qual foi forjado o Concílio Vaticano II (1962-65),
que revolucionou e direcionou a Igreja ao terceiro milênio.
Os
nove papas do século XX foram os seguintes:
LEÃO
XIII. "O papa das Encíclicas"
Vincenzo
Gioacchino Pecci, (Carpineto, 02/03/1810 - 20/07/1903).
Exerceu seu pontificado entre o século XIX e
o início do XX (1878-1903). Chamado de "papa
das Encíclicas", escreveu cerca de 50 documentos
deste tipo, entre os quais se destaca a "Rerum
Novarum" (1891), primeira grande encíclica
social. Gioacchino Pecci impulsionou o catolicismo em
muitos países da Europa, fundou a Academia de
São Tomás de Aquino em 1859 e teve grande
habilidade na gestão das relações
internacionais com outros Estados. É à
sua postura conciliadora que é atribuído
o fim em 1879 das divisões caldéia e armênia.
PIO
X. "O papa santo"
Giuseppe
Melchiorre Sarto, santificado em 29 de maio de 1954.
Muitos milagres lhe foram atribuídos quando ainda
estava vivo. Passou para a história como "o
papa santo", "o papa da Eucaristia" e
"o papa inimigo do modernismo". Ficou famoso
por condenar as teses exegéticas - decreto "Lamentabili"
e encíclica "Pascendi" –, por
dar impulso ao Catecismo, pela reforma da cúria
romana, pela atividade missionária e pela codificação
do Direito canônico. Durante seu Pontificado,
(1903-1914) se consumou na França a separação
entre a Igreja e o Estado.
BENEDITO
XV. "O bom samaritano"
Giacomo
della Chiesa, conhecido como "o bom samaritano
da humanidade", foi autor da encíclica "Maximum
Illud". Seu Pontificado (1914-1921), durante o
qual foi promulgado em 1917 o novo Código de
Direito Canônico, esteve marcado pela I Guerra
Mundial e pela declaração de total imparcialidade
e neutralidade da Igreja na disputa. Fundou uma Congregação
para os assuntos exteriores da Igreja Oriental e estabeleceu
relações diplomáticas com diversas
nações.
PIO
XI. "O papa das missões"
Achille
Ratti, conhecido como "o papa de Ação
Católica" ou "o papa das missões",
publicou várias encíclicas, entre elas
a "Quadragesimo Anno" e a "Rerum Eclesiae".
Seu Pontificado (1921-1939) se caracterizou pela reorganização
das obras das missões pontifícias. Concluiu
acordos com cerca de 20 Estados para regularizar a posição
e os direitos da Igreja. Seu maior êxito diplomático
foi a assinatura com a Itália do Tratado de Letran,
em 1929, dentro do qual a cidade do Vaticano era reconhecida
como Estado independente e neutro.
PIO
XII. "O papa da paz"
Eugenio
Maria Giovanni Pacelli, considerado "o papa da
paz", proclamou o dogma de Assunção
em 1950 em sua encíclica "Munificentissimus
Deus" e reformou a liturgia da Semana Santa. Seu
Pontificado (1939-1958) coincidiu com a II Guerra Mundial
e, embora suas ações diplomáticas
não tenham conseguido evitar o conflito, o Pontífice
transformou o Vaticano em refúgio quando as tropas
de Hitler ocuparam Roma em setembro de 1943.
JOÃO
XXIII. "O papa bom"
Giuseppe
Roncalli, ou "o papa bom", convocou um novo
Concílio Ecumênico, o Concílio Vaticano
II; reuniu um Sínodo, o primeiro da história
de Roma, em San Juan de Letrán, em 1960; e iniciou
a revisão do Direito Canônico. Em sua encíclica
mais conhecida, "Pacem in terris" (1963),
explica o reconhecimento dos direitos e deveres do homem
com base na paz mundial. Apesar de seu breve Pontificado
(1958-1963), soube ganhar a simpatia de seus fiéis
e o respeito de pessoas muito diversas. Foi beatificado
em 3 de setembro de 2000 por João Paulo II.
PAULO
VI, "O papa que finalizou o Concílio Vaticano
II"
Giovanni
Battista Montini levou ao fim o Concílio Vaticano
II, interrompido pela morte de João XXIII, e
propôs a reconciliação entre as
diferentes Igrejas. Inaugurou as viagens apostólicas,
viajou para Jerusalém em 1963 e, durante seu
Pontificado (1963-1978), foi autor de cinco encíclicas,
entre elas a "Populorum Progessio" (sobre
o desenvolvimento integral da pessoa).
JOÃO
PAULO I, "O papa do sorriso"
Albino
Luciani, primeiro papa a adotar dois nomes, teve um
breve Pontificado, que durou 34 dias, de 24 de agosto
a 28 de setembro de 1978, data de sua morte. Anunciou
sua intenção de continuar com as deliberações
do Concílio Vaticano II e no dia que assumiu
seu cargo evitou a tradicional coroação.
Conciliador e adepto ao diálogo, é recordado
como o "papa do sorriso".
JOÃO
PAULO II, "O papa viajante"
Karol
Wojtyla, conhecido como "o papa viajante"
por suas várias visitas apostólicas em
todo o mundo, é o primeiro pontífice não
italiano desde a eleição do holandês
Adriano VI em 1522.
Em
13 de maio de 1981, sofreu um atentado em Roma, perpetrado
pelo jovem turco Ali Agca, do qual milagrosamente escapou
com vida. Durante seu Pontificado, o mais longo do século
XX, o novo Catecismo Universal da Igreja (1992) foi
publicado, o Estado palestino foi reconhecido e, em
1994, o Vaticano estabeleceu relações
diplomáticas com Israel.
Foi
o segundo papa, após Paulo VI, a pisar na Terra
Santa. Convocou o Ano Santo de 1983-84, o Ano Mariano
de 1987-88 e o Grande Jubileu do ano 2000.

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