|
Como um papa é escolhido
Sempre que um novo papa precisa ser escolhido, o Colégio
Cardinalício, conhecido como "o clube mais
seleto do mundo", se reúne em um conclave
na Capela Sistina do Vaticano. Após cada votação,
é liberada uma fumaça preta, no caso de
não ter havido um acordo, ou branca, quando um
novo pontífice é eleito. O sucessor de João
Paulo II será escolhido por 135 cardeais com direito
a voto por terem menos de 80 anos.
João
Paulo II nomeou recentemente 31 novos cardeais, 26 dos
quais têm menos de 80 anos, o que lhes permite,
segundo a norma aprovava por Paulo VI, participar do conclave.
O restante, cerca de outros 50 purpurados, ultrapassaram
a idade máxima e não podem participar do
conclave, embora, paradoxalmente, podem ser escolhidos
papa.
Entre
os novos cardeais estão o brasileiro Aloísio
Lorscheider; Josep Ratzinger, atual perfeito da Congregação
para a Doutrina da Fé (ex-Santo Ofício);
e os espanhóis Marcelo González Martín
(emérito de Toledo) e Carlos Amigo Vallejo, arcebispo
de Sevilha.
Ao
colégio cardinalício pertencem cardeais
de 69 países, a maioria da América Latina.
A Espanha, com nove cardeais, seis deles eleitores e
três octogenários, passa a ser o terceiro
país com maior número de purpurados no
colégio cardinalício. A Itália
continua em primeiro lugar, com 40 cardeais (23 deles
eleitores), sendo seguida por Estados Unidos, com 14
(11 eleitores). Depois da Espanha estão Brasil
e Alemanha, com oito purpurados cada um (dos quais seis
são eleitores)

|