|
João Paulo II, o papa das massas
O primeiro papa procedente de um país comunista
teve uma das escaladas sacerdotais mais brilhantes da
história da Igreja Católica. João
Paulo II tornou-se Bispo de Roma em 16 de outubro de 1978,
aos 58 anos, estabelecendo um dos papados mais longos
da história, só superado pelos de São
Pedro (segundo as escrituras, com entre 34 e 37 anos de
duração), Pio IX (31 anos e oito meses)
e Leão XIII (25 anos e quatro meses) - (dados de
até outubro de 2003).
O
primeiro papa não italiano desde a eleição
do holandês Adriano VI, em 1552, teve uma juventude
apaixonante, na qual se misturaram sua colaboração
à resistência polonesa contra a invasão
nazista, os estudos de Teologia na clandestinidade e algumas
obras de teatro amador.
João
Paulo II estabeleceu várias marcas e uma das
mais espetaculares é a de mais de um milhão
de quilômetros percorridos em seus 25 anos de
viagens pastorais fora da Itália, desde que,
em janeiro de 1979, saiu pela primeira vez do território
italiano, para o México e a República
Dominicana.
Ao
longo de seu Pontificado, o papa João Paulo II
não se absteve de se pronunciar sobre questões
políticas, freqüentemente para criticar
o comunismo, embora também tenha se mostrado
detrator do liberalismo exacerbado.
Em
sua tarefa como representante máximo da Igreja
Católica, denunciou a violação
dos direitos humanos, a limitação das
liberdades políticas e as profundas diferenças
entre ricos e pobres. Seus críticos, por sua
vez, o acusaram de manter atitudes conservadoras em
questões de ética e de disciplina eclesiástica.
|