Amadeu: 'Pirataria de software só ajuda a manter o monopólio'

JB ONLINE

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Juliana Lanzarini

PORTO ALEGRE Foi ao som de Gilberto Gil que se iniciou o seminário Revolução Digital: Compartilhamento x Bloqueio do Conhecimento na Sociedade da Informação, na tarde dessa quarta feira.

Sérgio Amadeu, autoridade máxima do governo brasileiro para implantação de Software Livre, participou da mesa de debates para falar sobre a questão do software livre no Brasil, que discutiu as facilidades e vantagens da utilização de programas com código-fonte aberto.

Amadeu, processado recentemente pela Microsoft, falou sobre a importância das tecnologias de informação nos dias de hoje e destacou a necessidade de se discutir novas forma de administrar essas tecnologias. "Vivemos na sociedade dos chamados protocolos de informação que utiliza o Software como mediador. O que precisamos decidir é se ela continuará sendo concentradora de riquezas ou um modelo compartilhado de conhecimento", explicou o especialista.

Sérgio Amadeu é presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) e um dos maiores defensores do software livre do País. Ele explicou a diferença entre a pirataria e a utilização do Software Livre. "Eu chamo a pirataria de uma rede corsários. Piratear um programa de uma grande empresa só ajuda a manter o monopólio. Ao invés disso, as pessoas deveriam adotar o Software Livre", disse.

Ele acrescentou ainda que quanto mais plataformas e programas piratas são usados em residências, mais isso reforça o discurso proprietário de que existe somente um tipo de programa e que todos querem usá-lo.

Amadeu falou também sobre os altos preços de programas como o Corel e o Photoshop. "Se você entrar na casa de qualquer estudante universitário de classe média encontrará todos esses programas pirateados. As empresas preferem que esses grupos tenham programas piratas ao invés de utilizarem o Software Livre. Elas esperam que com o tempo e a evolução financeira desses jovens, eles se tornem consumidores do produto", declarou Amadeu.

Participaram do Seminário o Presidente da Free Software Foundation Europe, George Greve e o articulador de políticas digitais do MinC, Cláudio Prado, dentre outras autoridades no assunto.

Todos os computadores disponíveis em no território do Fórum Social MUndial foram equipados com o sistema Linux.