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O
VIZINHO
Parente por parte de rua
Jaime Lerner
Ilustrações de Claudius
Editora Record
56 páginas
Preço: R$ 22,90
Formato: 19 x 25 cm
ISBN: 85-01-06877-2
A grande maioria das cidades perdeu seu conteúdo
humano quando começou a modificar seus elementos fundamentais:
a rua, o rio, a praça. Em O VIZINHO - PARENTE POR PARTE DE
RUA, Jaime Lerner, urbanista e ex-governador, resgata um pouco desse
sentimento de identificação com uma localidade. Através
de habitantes de uma cidade fictícia, ele cria uma homenagem
aos vizinhos, nossos parentes urbanos, por parte de rua ou de porta.
O livro reúne 21 textos, ricamente ilustrados pelo artista
plástico Claudius, que tratam de temas como a convivência
harmoniosa, a solidariedade e o meio ambiente. Primeiro trabalho
de Lerner dedicado ao público infanto-juvenil, O VIZINHO
- PARENTE POR PARTE DE RUA fala sobre a vida em grandes centros
urbanos com muito humor e senso crítico. "Me dei conta
de que gostaria que não só as crianças, adolescentes,
adultos, mas também os profissionais que se ocupam das cidades
refletissem sobre essas personagens e suas histórias. E ficou
assim, um livro impróprio para pessoas de uma só idade",
brinca.
O VIZINHO - PARENTE POR PARTE DE RUA nasceu da vontade de Lerner
escrever histórias infantis que se relacionassem com o espaço
urbano. Seus personagens traduzem fielmente o que ele pensa em relação
à cidade, sendo conceitualmente coerentes. Para Lerner, uma
localidade não é complexa como as pessoas que a deterioram
querem que seja. É tão simples que pode ser traduzida
em linguagem acessível à criança. "Os
adultos falam às vezes em linguagem infantil, não
só para que as crianças entendam, mas principalmente
para se sentirem como crianças", explica.
Jaime Lerner nasceu em Curitiba. É arquiteto
e urbanista formado pela Universidade Federal do Paraná.
Foi prefeito de Curitiba por três vezes e liderou a revolução
urbana que fez da cidade referência nacional e internacional
em planejamento urbano. Duas vezes governador do estado do Paraná,
Lerner realizou uma grande transformação econômica
e social, que mudou o perfil do estado. Em 2002 foi eleito presidente
da União Internacional de Arquitetos, onde tem como principal
plataforma o programa "Celebração das Cidades",
que convoca todas as nações e culturas do planeta
à proposição de soluções para
as suas cidades.
Claudius começou sua carreira desenhando
para jornais e revistas, quando ainda era estudante de arquitetura,
na Faculdade Nacional, no Rio de Janeiro. Fez pós-graduação
na Itália e na Holanda (Rotterdam) e foi planejador urbano
convidado pelo Urban Research Center, em Chicago, USA, para exercer
seu olhar diferente, "brazuca", no gueto do South Side,
uma barra pesadíssima, e sugerir soluções.
De volta ao Brasil, foi consultor no projeto de extensão
do Centro do Rio e trabalhou no Centro de Pesquisas Habitacionais
do Ministério do Interior. Morou quase 10 anos em Genebra,
época em que, entre outras estrepolias, começou o
Mestrado com Manuel Castells na Ecole Pratique des Hautes Études,
em Paris, e lecionou na Escola de Arquitetura de Genebra, na cadeira
Crítica do Urbano.
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