Marco Antônio Martins
A escola de Niterói pretendia levar para a avenida a história do sorriso, mas depois de 87 minutos de desfile deixou seus componentes e diretores desolados. A quebra do segundo dos oito carros alegóricos, O sorriso sem juízo na antigüidade, que não entrou na Sapucaí, causou brancos na Viradouro na altura do setor 3. Resultado: o nervosismo prejudicou a evolução de algumas alas que eram coreografadas, entre elas a comissão de frente. O carnavalesco Mauro Quintaes tentou explicar os problemas.
- Tudo vai depender do olho do jurado. O nosso carro quebrou fora da avenida, o que talvez não nos atrapalhe - acredita Quintaes.
O carro motorizado quebrou ainda na concentração, na Avenida Presidente Vargas, próximo ao Juizado de Menores. As alas seguintes precisaram correr para tomar lugar da alegoria, atrasando a entrada da escola em 10 minutos. Além disso, rádios de comunicação entre os diretores de harmonia falharam, o que dificultou ainda mais a solução. No fim do desfile, na área de dispersão, não faltaram reclamações.
- A Viradouro gastou uma fortuna para motorizar seus carros. Entendo que cada um é responsável pelo seu setor. O pior disso tudo é perder nos mínimos detalhes - lamentou o puxador do samba, Dominguinhos do Estácio.
Tantos problemas não desanimaram o diretor de bateria, mestre Ciça. Em um determinado momento do desfile, a bateria foi sendo dividida para que um artista da escola nacional de circo saltasse, entre ela, em direção à rainha, a atriz Juliana Paes.
- Tinha que arriscar. Vou ao céu ou ao inferno - disse mestre Ciça, sem sorrisos.