Andréa de Freitas Machado
RIO Reeditando o samba-enredo "Festa Profana", defendido pela União da Ilha do Governador em 1989, a Porto da Pedra realizou um desfile alegre e tradicional como pede o tema. Desde o início da passagem da escola a platéia já cantava o samba, embora não tenha empolgado tanto quanto se esperava.
Um dos destaques da Tigre de São Gonçalo foi a comissão de frente, formada por colombinas e por um rei momo, que entravam e saiam de um castelo da idade média.
A agremiação apresentou fantasias bastante coloridas e repletas de plumas, mas o carnavalesco Alexandre Louzada, também ousou, trazendo no carro boi-ápis 120 integrantes representando um trigal, numa bela coreografia imitando o campo ao vento. Neste ponto, a escola de São Gonçalo se inspirou no carnavalesco Paulo Barros, da Unidos da Tijuca, no aspecto "teatralizado" do desfile.
A escola passou em 77 minutos e, apesar de ter diminuído o ritmo ao final do desfile, devido à lentidão na movimentação do carro das baianas, não deve perder pontos.