| A recém lançada biografia de José Antônio Lutzenberger - agrônomo, ministro do Meio Ambiente, vencedor de mais de quarenta prêmios internacionais (entre eles o The Right Livelihood Award, considerado o Nobel Alternativo) - por pouco não foi um livro de memórias. Lutz, como era chamado pelos amigos, faleceu em maio de 2002 antes de concretizar mais este sonho. Tarefa que coube a jornalista Lílian Dreyer levar adiante. Contundente, brilhante, polêmico, apaixonado, excêntrico são alguns dos adjetivos comumente associados a José Lutzenberger, que abandonou o confortável posto de alto executivo em uma multinacional da química para transformar-se em um dos mais ferrenhos defensores da preservação ambiental. Segundo a jornalista Lílian Dreyer, autora de Sinfonia Inacabada, como ecologista, a maior preocupação de José Lutzenberger não era o futuro do planeta Terra, mas a sobrevivência da espécie humana. Como ministro, sua grande proposta era trocar a dívida brasileira por projetos de desenvolvimento regional orientados por critérios ecológicos. Como ser humano, sua trajetória foi um romance. O livro será lançado no dia 21, próximo sábado, no estande 378 da Ala Verde no Riocentro, onde está acontecendo a Bienal Internacional do Livro até o próximo domingo. A sessão de autógrafos começa às 15h. |