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Estrelas do mar
JB ONLINE
Se Robert Scheidt for para a classe Star a mesma de Torben Grael - os dois maiores atletas olímpicos disputarão as mesmas regatas Guto Seabra Enviado especial ATENAS - A vela brasileira pode ser soprada ao alto caso Robert Scheidt confirme a intenção de, ao deixar a classe Laser, competir na Star. Assim, estarão lado a lado nas raias do mundo os dois maiores atletas olímpicos do Brasil: Scheidt - dois ouros e uma prata - e Torben Grael - dois ouros, uma prata e dois bronzes. Torben Grael vê a possibilidade como a marcha de arrancada para a vela se consagrar no Brasil de vez, obtendo espaço na mídia e despertando interesse. - Seria muito bom competir com o Scheidt. Criaria uma rivalidade que abriria espaço para a vela. Ainda daria chance para os jovens aparecerem - avalia Torben. - Ninguém sabe o quanto foi difícil ser vencedor por antecipação. Vejam o caso do Bimba. Em Atenas, as condições mudam muito e prejudicam - disse Torben. Ele agora planeja participar da Volvo Ocean Race, regata da volta ao mundo, com um barco brasileiro. Por ter confeccionado o barco da Star na Itália, foi inevitável a indagação se no Brasil existiriam estaleiros com competência de fazer o barco para este desafio. - A grande motivação é velejar com 240 graus de latitude sul, onde os ventos são fortes e as ondas muito grandes. O barco ganha muita velocidade - afirmou ele que inclui no calendário a participação na America's Cup de 2007, competição considerada a Copa do Mundo da vela. Torben aproveitou para enaltecer a escolha do estaleiro italiano para fazer o equipamento com que ganhou a medalha de ouro em Atenas. A vela, disse ele, foi a mesma em todas as regatas, diferente dos concorrentes que optaram pela de origem americana e precisaram mudar em algumas regatas. - Usamos a mesma vela em todas as condições de mar, sem a necessidade da troca - afirmou. A fina sintonia com o parceiro Marcelo Ferreira foi novamente exaltada. Ao contrario de Torben, que vem de uma família de velejadores, Marcelo disse que conheceu o mundo dos mares quando tinha 12 anos, através de um amigo rico. - Ele me chamou para ir ao clube de iatismo. Gostei e ficava na janela sempre esperando o novo convite. Fiquei um bom proeiro e sempre me requisitavam para disputar regatas. Eu era um aba - finalizou. Um aba. Mas dono de duas medalhas de ouro e uma de bronze.
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