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O país do vôlei
JB ONLINE
Seleção masculina tem a chance, hoje, contra a Itália, de fazer o Brasil quebrar o recorde de ouros numa só Olimpíada Luiz Augusto Nunes Enviado especial ATENAS - O vôlei brasileiro que disputa hoje, às 8h30, contra a Itália a sua segunda medalha de ouro olímpica é um pedaço do esporte no Brasil que deu certo. Tanto que, com uma vitória hoje, pode dar ao país sua quarta medalha dourada em Atenas, o que representaria um recorde do Brasil na história dos Jogos Olímpicos - a marca atual, de três medalhas, já igualou o desempenho de Atlanta-1996. Com três títulos da Liga Mundial, duas Copas do Mundo, além do Mundial de 2002 e do ouro nos Jogos de Barcelona-1992 como as conquistas mais importantes no currículo, a Seleção masculina de vôlei ganhou mais do que uma sala recheada de troféus. O esporte se popularizou no país do futebol, como constata o levantador Maurício, o jogador mais experiente da equipe de Bernardinho e ele mesmo um colecionador de títulos: - Claro que o futebol é o esporte preferido dos brasileiros. O vôlei vem em segundo, sem dúvida, e nós estamos, devagarzinho, aí na briga com eles. Aos 36 anos, Maurício é integrante da Geração de Ouro de Barcelona, para muitos a responsável pela evolução do vôlei no país. - Não acho que tenha um marco nessa história. Claro que aquela conquista de 92 foi fundamental, mas todas as gerações foram importantes, não se pode esquecer a de 84, que ficou com a medalha de prata em Los Angeles - lembra. O técnico Bernardinho é justamente um dos integrantes da Geração de Prata. Hoje, contra a Itália, no Ginásio de Faliro, tem pela frente um ajuste de contas que demorou 20 anos para ser feito. O treinador esperou por todo esse tempo por uma medalha de ouro que naquela época saiba quase impossível, já que a Seleção dos Estados Unidos era fortíssima. - Não gosto de ficar pensando muito no passado, essa coisa por exemplo de já ter dado o troco nos americanos agora na semifinal. Mas claro que não esqueço daquele jogo de 84, a final em que perdemos. Agora, temos tudo para chegar. Bernardinho diz que a medalha de ouro, se vier, será mais dos jogadores do que dele. - Esses garotos merecem, estão trabalhando muito para isso. Agora, falta um jogo somente para a consagração - diz o treinador. A consagração, se vier, terá de ser conquistada através de muita luta e superação. No caminho do ouro está a Itália, um time movido pela forra das duas recentes derrotas para o Brasil: 3 sets a 1 na decisão da Liga Mundial e 3 a 2 na primeira fase da Olimpíada. - Isso é o que menos me preocupa. Vão jogar com o coração, mas isso o Brasil tem de sobra. O que preocupa é a qualidade do time deles. Tem grandes jogadores, um excelente saque e um bloqueio difícil de ser superado. A Seleção Brasileira vai ter de jogar muito para ganhar esse jogo - disse. Maurício, ao contrário do treinador, está à beira de conquistar sua segunda medalha de ouro. Assim como Giovane, outro companheiro de Barcelona. Uma união de gerações em prol do vôlei brasileiro.
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