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Liderada
por Janeth, Seleção
tenta terceira medalha seguida
Com
o basquete masculino fora da Olimpíada, time feminino tem a missão
de representar esporte e seguir na trilha da vitória
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Danielle Chevrand
Remanescente
da geração mais vitoriosa do basquete brasileiro, Janeth terá em suas
mãos, literalmente, a missão de ajudar o Brasil na luta por uma medalha
na Olimpíada de Atenas, em agosto. Responsabilidade que ficou aindamaior
dada a ausência da Seleção masculina nos Jogos. Os homens perderam
a chance de classificação no Pré-Olímpico de San Juan, em Porto Rico,
em agosto do ano passado, e ficaram fora de sua segunda Olimpíada
consecutiva.
Agora,
todas as esperanças do basquete estão depositadas na força de uma
Seleção que tem um histórico recente de medalhas em Jogos Olímpicos.
Em Atlanta-96, as brasileiras foram vice-campeãs e conquistaram
a primeira medalha de prata do basquete brasileiro em uma Olimpíada.
Em Sydney-2000, a Seleção feminina foi bronze. O talento de Janeth
foi fundamental nas duas ocasiões.
A trajetória
de Janeth com a camisa amarela começou em 1987, quando ela tinha
apenas 18 anos. No mesmo ano, conquistou sua primeira medalha, de
prata no Pan-Americano de Indianápolis, nos Estados Unidos. Na edição
seguinte, em 1991, Janeth se consagraria campeã pan-americana, em
Havana, Cuba, ao lado das estrelas Paula e Hortência.
Em
1994, foi a vez de Janeth ajudar o Brasil na conquista do título
mais importante do basquete feminino: do Mundial da Austrália, em
junho. Na terça-feira, Janeth e as outras responsáveis pela conquista
serão homenageadas pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB)
pelo feito.
– Sinto-me privilegiada por ter feito parte de tantos momentos inesquecíveis
do basquete brasileiro em Olimpíadas e no Mundial de 1994. Foi uma
grande honra ter estado com aquele grupo – suspirou.
Aos
35 anos, a jogadora disputará em agosto sua quarta Olimpíada. Sua
primeira participação foi em Barcelona, em 1992, quando o time terminou
em sétimo lugar.
Fora
da Seleção Brasileira, o currículo de Janeth também é extenso. A
paulistana foi nada menos do que quatro vezes campeã pelo Houston
Comets da WNBA, a liga profissional feminina americana de basquete
(97, 98, 99 e 2000). Foi também heptacampeã brasileira jogando por
diferentes times. Até quarta-feira passada, as atenções de Janeth
estavam voltadas para o Ourinhos – o time se sagrou campeã paulista.
Para
a Olimpíada de Atenas, Janeth acredita que o Brasil está na briga
por uma medalha. Segundo a jogadora, todos os países são fortes
adversários. As brasileiras estréiam no dia 14 de agosto contra
o Japão, às 10h45 de Brasília. Elas estão no Grupo A, com Grécia,
Rússia, Nigéria e Austrália. No Grupo B estão Estados Unidos, atual
campeões olímpicos e mundiais, Espanha, China, República Tcheca,
Coréia do Sul e Nova Zelândia.
– As nossas chances são iguais às de todas as outras seleções, a
não ser Estados Unidos, que está em um degrau superior, mas não
é uma equipe imbatível. Fora as americanas, na Olimpíada a disputa
é muito forte. Até mesmo o time da Grécia e o da Nigéria podem surpreender
– avaliou. – O que fará diferença será a preparação física e psicológica
das jogadoras.
Amanhã,
Janeth e as outras oito convocadas se apresentam ao técnico Antonio
Carlos Barbosa em São Paulo. Elas se juntam a outras oito que já
treinam na capital paulista desde domingo passado. Destas 17, 12
farão parte da equipe que representará o país em Atenas.
– As jogadoras escaladas formam um grupo bem homogêneo. Acredito
que a Seleção vai poder subir muito de produção até os Jogos. Temos
ainda uma excelente safra de novas jogadoras que vão ajudar muito
o Brasil a conquistar títulos importantes.
Na
altura de seus 35 anos e com toda sua experiência, a jogadora não
pensa em se aposentar tão cedo. Se pudesse escolher, despediria-se
do basquete no Pan-Americano de 2007, no Rio.
– Tenho muitos planos para minha carreira, mas ainda não penso em
parar. Aminha meta será disputar o Pan no Rio. Mas em 2008 já será
ano de Olimpíada. Quem sabe não participo da minha quinta Olimpíada
– sonha Janeth. Além dela, as jogadoras Alessandra, de 30 anos,
e Cíntia Tuiú, de 29, que integram a Seleção, também foram campeãs
mundiais em 1994 e medalhistas em Sydney e Atlanta.
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O
importante é acreditar |
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Paula - Ex-jogadora da seleção
Como
seria bom se pudéssemos ter uma bola de cristal, estar diante dela
e perguntar: O Brasil será medalhista no basquete feminino dos Jogos
Olímpicos de Atenas, em agosto?
Só
que isso é impossível e seria talvez até desmotivador. Se já sabemos
quem estará no pódio, para que treinar?
Nós,
brasileiros, temos a mania de ficar tentando adivinhar os resultados,
menosprezando o grau de competitividade de uma Olimpíada, ou até
mesmo enchendo a nossa bola, o que não é ruim, pois a gente tem
de ser otimista mesmo.
Mas
muitos fatores estão por trás de uma medalha olímpica. Se fosse
só vontade, teria medalha para todo mundo.
Conseguir
preparar uma equipe que possa chegar em uma competição deste nível
no auge da forma física, tática e psicológica não é nada fácil.
Acrescente-se a isso a harmonia necessária que deve existir em qualquer
equipe.
Espero
e torço para que o basquete feminino brasileiro permaneça neste
patamar que conseguiu atingir, afinal nós temos uma equipe talentosa
e bastante experiente.
Uma
das coisas mais importantes neste momento é deixar as vaidades pessoais
de lado e ter em mente que o resultado positivo será bom para todos,
que todo time vai lucrar, sem distinção e avaliações de quanto cada
um pode contribuir.
É importante
que as jogadoras tenham consciência de que muitas vezes no esporte
coletivo nem todas podem atuar, mas que, mesmo assim, as que estão
no banco são tão importantes quanto aquelas que jogam os 40 minutos
de uma partida.
Cabe
a elas pensarem nas tantas maneiras possíveis de serem produtivas
para a equipe. Na maioria das vezes somos muito mais do que imaginamos.
As
chances de medalha para o basquete feminino brasileiro são enormes,
mas sabemos que toda conquista deve ser construída passo a passo,
jogo a jogo.
Não
tem guerra perdida, muito menos ganha em uma competição como esta.
Muitas coisas podem acontecer no decorrer dos j og o s . O importante
é acreditar sempre. E eu acredito! Vamos lá, meninas!
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