Ray Ewry, ganhador de oito medalhas
de ouro nos extintos saltos parados, entre 1900 a 1908, quase
morreu de poliomielite. Ficou preso a uma cadeira de rodas
até os 10 anos. Por recomendação médica,
começou a saltar para desatrofiar suas pernas.
O ginasta norte-americano George
Eyser faturou em Saint Louis-1904 duas medalhas de ouro, duas
de prata e uma de bronze. Ele tinha uma perna de pau.
Durante a maratona de Saint Louis-1904,
o carteiro cubano Felix Carbajal parou para conversar com
o público, comeu frutas, vomitou e chegou em quarto
lugar. Para participar da prova, arrecadou dinheiro fazendo
palhaçadas nas praças de Havana. No caminho,
perdeu o dinheiro no jogo e farreando. De carona e a pé,
chegou dois dias antes da corrida. Foi nomeando o "mais
glorioso perdedor das Olimpíadas".
Especialista nos 100 metros rasos
do atletismo, o velocista canadense Robert Kerr ficou decepcionado
com o terceiro lugar em Londres-1908. Na véspera da final
dos 200 metros, saiu à noite, dançou e bebeu madrugada
adentro. Cruzou a linha de chegada em primeiro.
Para agradar ao duque de Westminster,
em Londres-1908 houve a disputa de uma regata de barcos a
motor.
A famosa frase "O importante
não é vencer, e sim competir", não
foi inventada pelo Barão de Coubertin, e sim pelo bispo
da Pensilvânia.
O Barão de Coubertin morreu
em 1937 e teve seu pedido atendido: seu coração
foi enterrado em Olímpia, na Grécia, berço
dos Jogos Olímpicos da Antiguidade.
Nas primeiras olimpíadas,
eram usados como doping injeção de estricnina,
clara de ovo e bebida alcóolica.
A polonesa Stanislawa Walasiewicz
conquistou a medalha de ouro nos 100 metros em Los Angeles-1932
e a prata quatro anos depois, em Berlim. Morreu ao ser atingida
com um tiro, em um supermercado nos Estados Unidos. Na autópsia,
descobriu-se que ela era homem.
A final do basquete masculino de
Berlim-1936 entre Estados Unidos e Canadá, foi disputada
em quadra aberta, debaixo da maior chuva. O placar: 19 a 8 para
os inventores do esporte.
A norte-americana Elizabeth Robinson
venceu os 100 metros no atletismo de Amsterdã-1928.
Três anos depois, sofreu um grave acidente de avião.
Teve lesões na cabeça, perna e braço
e ficou quase dois meses em coma. Não andou por dois
anos. Na Olimpíada de 1936, fez parte da equipe medalha
de ouro no revezamento 4x100 metros.
O primeiro negro a ganhar uma medalha
de ouro foi o norte-americano William Hubbard, no salto em distância
de Paris-1924. O primeiro negro a subir no pódio foi
seu compatriota, Thomas Poage, prata nos 400 metros com barreiras
20 anos antes, em Saint Louis.
Campeoníssimo no tiro,
o húngaro destro Karolyi Takacs perdeu o braço
direito em 1938, quando uma granada explodiu em sua mão,
no Exército. Dez anos depois, em Londres, atirou com
o braço esquerdo e ganhou a medalha de ouro no tiro
rápido. Repetiu a dose em Helsinque-1952.
O primeiro pedido de asilo político
foi feito em Londres-1948, pela chefe da equipe de ginástica
da Tchecoslováquia, Marie Provaznikova. Ela alegava falta
de liberdade de pensamento e de expressão em seu país.
Aos 23 anos, a amazona dinamarquesa
Lis Hartel ficou paralítica depois de
um ataque de poliomielite. Recuperada dos joelhos para cima,
voltou a montar
e a competir. Precisava de ajuda para montar e descer do cavalo.
Se
classificou para a Olimpíada de Helsinque-1952 e ganhou
a prata.
O norte-americano Bobby Morrow tornou-se
em Melbourne-1956 o primeiro atleta depois de Jesse Owens a
vencer os 100 e os 200 metros em uma mesma Olimpíada.
Devido à epidemia de febre
eqüina, que impunha aos cavalos uma quarentena de seis
meses para entrar na Austrália, as provas do hipismo
da Olimpíada de 1956 foram disputadas em Estocolmo,
na Suécia.
O ciclista dinamarquês Knut
Enemark Jensen, de 23 anos, foi o primeiro
caso de morte por doping que se teve notícia. Nos 175
quilômentros da prova
de estrada, bateu com a cabeça numa pedra ao cair da
bicicleta. Estava
dopado com ronicol, um ativador da circulação
sanguínea.
Às vesperas dos 400 metros medley nos Jogos de Tóquio-1964,
o
norte-americano Dick Roth foi internado no hospital com apendicite.
Tinha que operar. Mas não quis perder a prova. Assinou
um termo de responsabilidade e venceu com recorde mundial.
Campeão olímpico, aí sim foi operado.
Medalha de bronze na maratona da
Olimpíada de Tóquio-1964, o soldado
japonês Kokichi Tsubaraya não ficou satisfeito.
Treinou para tentar o ouro
quatro anos depois. Mas sofreu uma contusão que o impossibilitou
de disputar corridas. Em 1968, ano dos Jogos do México,
se suicidou cortando a carótida. "Não corro
mais", estava escrito no bilhete deixado.