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black music se manteve no topo da indústria fonográfica internacional
em 2004, confirmando a tendência dos anos anteriores.
O Grammy consagrou os álbuns de Luke Vandross (Dance with my father)
e da Destiny's Child Beyoncé Knowles (Dangerously in love), e ratificou
o sucesso da dupla Outkast, que lançou um dos melhosres discos de 2003,
Speakerboxxx/The love below.
esmo o êxito
desses artistas na maior premiação da indústria fonográfica não foi suficiente
para ofuscar o brilho de Usher, o grande destaque de 2004 na música internacional.
O cantor de R&B vendeu oito milhões de cópias de seu quarto álbum, Confessions
- sendo o primeiro milhão esgotado em apenas uma semana -, e se manteve
na liderança da parada americana de singles por mais de um mês. O êxito
comercial do disco rendeu ao cantor nada menos que 11 estatuetas no Billboard
Music Awards, além do lançamento da edição especial do CD Confessions.
alta da black
music criou o cenário apropriado para a volta de um ídolo ao topo da música
pop. Prince, que dedicou os últimos anos de sua carreira a lançar discos
experimentais e à luta contra as amarras artísticas das gravadoras, voltou
a ficar em evidência com o álbum, Musicology. O astro, que entrou
finalmente para o Hall da Fama do Rock’n’Roll em 2004, acertou novamente
na mistrura de funk, hip-hop, rock e soul.
utros astros
do passado voltaram a brilhar durante o ano, provando que o talento ainda
prevalece, a despeito da força
do mídia. Há sete anos longe dos estúdios, Morrissey lançou um dos melhores
discos de 2004. Em Morrissey, you are the quarry (Morrissey) o
ex-vocalista dos Smiths não poupou críticas à religião, às relações humanas
e ao país onde reside atualmente, os Estados Unidos. Com uma abordagem
um pouco menos política, o U2 também encerrou um hiato em sua discografia
e lançou How to dismantle an atomic bomb, primeiro álbum de estúdio
da banda irlandesa em quatro anos. Mas nenhum disco foi tão aguardado
com Smile, finalizado por Brian Wilson após 37 anos. O ex-líder
dos Beach Boys retomou a carreira e o disco inconcluso, após uma interrupção
de quase quatro décadas, motivada pelo lançamento do divisor de águas
Sgt Peppers, dos Beatles, que tomou à frente na revolução pop que
estaria destinada a Smile.
nquanto astros
com décadas de estrada continuam fazendo a história do rock, o gênero
ficou mais pobre no mês de setembro, quando morreu Johnny Ramone. O guitarrista
e co-fundador do Ramones, uma das maiores referências do punk-rock, não
resistiu a um câncer de próstata e morreu aos aos 55 anos. O grupo novaiorquino
já havia perdido o vocalista Joey Ramone, em 2001, e o baixista Dee Dee,
em 2002. O mundo também perdeu este ano a v oz
e o carisma de Ray Charles. Detentor de 12 estatuetas do Grammy e autor
de clássicos como Georgia on my mind e Hit the road Jack,
morreu aos 73 anos, em decorrência de uma infecção no fígado.
o ano em
que um grupo de astros comandados por Bruce Springsteen e formado por
James Taylor, Ben Harper, Dave Matthews Band, Pearl Jam, R.E.M, Green
Day, entre outros, tentaram impedir, sem sucesso, a ratificação da política
belicista de George W Bush, a paz foi celebrada na quarta edição do Rock
in Rio, pela primeira vez realizado fora do Brasil. Um dos mais célebres
festivais de rock do mundo foi realizado em Portugal, por iniciativa do
mentor do evento, o brasileiro Roberto Medina. O sucesso do Rock in Rio-Lisboa,
que teve entre as atrações principais Paul McCartney, Britney Spears,
Metallica, Sting, Peter Gabriel, Foo Fighters, Alicia Keys, e os brasileiros
Gilberto Gil, Charlie Brown Jr., Daniela Mercury e Ivete Sangalo, foi
tamanha que o empresário carioca já anunciou outra edição do evento em
2006. No ano em que ensinou o mundo a fazer festa, o Brasil acabou ficando
temporiariamente sem seu maior festival.
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