NOVA
YORK - Um redobre solene de tambores abriu oficialmente
na ''Ponto Zero'', onde estavam as Torres Gêmeas de Nova
York, os atos em memória das vítimas dos atentados do
11 de setembro de 2001.
Oficiais do corpo de polícia caminharam com uma bandeira
dos Estados Unidos que, antes dos atentados, tremulava
no World Trade Center.
Um coro de crianças interpretou o hino dos Estados
Unidos e membros do corpo da polícia tocaram a gaita
de foles enquanto outros colegas dobravam a bandeira
diante de numerosos convidados comovidos pela emoção.
Às 8h46 locais (9h46 em Brasília), os presentes guardaram
o primeiro de quatro minutos de silêncio, coincidindo
com o momento em que um dos aviões seqüestrados colidiu
contra uma das Torres Gêmeas.
Nova York será o centro das comemorações, nas quais
não estará desta vez o presidente americano, George
W. Bush, que no início da manhã assistiu a uma missa,
guardou um minuto de silêncio nos jardins da Casa Branca
junto ao vice-presidente Richard Cheney, suas respectivas
esposas e um nutrido grupo de membros do Congresso.
Na base logística de Campo Arifya, no Kuwait, soldados dos EUA também lembraram a data. A Infantaria, os mariners, a aviação e os marinheiros rezaram e ouviram os discursos sobre os atentados no World Trade Center, em Nova York, e no Pentágono, em Washington. Eles também cantaram o hino nacional e guardaram um minuto de silêncio.
''Estamos aqui para evitar que isso aconteça de novo'', disse o general Michael Diamon. ''Não lutamos nem pelos EUA nem pelos norte-americanos, mas pela liberdade'', agregou o coronel Mathew Horn.
A família real britânica vai reunir esta tarde centenas de familiares dos 67 britânicos mortos nos ataques contra as Torres Gêmeas de Nova York para a inauguração de um jardim na central praça Grovesnor Square. O local foi escolhido por ser em frente à Embaixada dos EUA, para onde convergiram as manifestações de dor após os atentados. A princesa Anne, única filha da Rainha Elizabeth II, vai participar da solenidade.
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[11/SET/2003]
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