NOVA YORK -
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, pediu ao vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, que não assista ao ato comemorativo do 11 de setembro no chamado Marco Zero, local da queda das torres do World Trade Center, já que as medidas de segurança poderiam ser um ''inconveniente para os familiares das vítimas''.
- O aumento das medidas de segurança por se tratar de uma viagem do vice-presidente poderia ter um inconveniente, como, por exemplo, atrasar a entrada dos familiares na zona zero - disse Bloomberg, explicando seu pedido.
Ele acrescentou que tinha sugerido ao vice-presidente que assistisse ''a outra cerimônia, que será realizada no fim do dia em memória dos funcionários e oficiais da autoridade portuária de Nova York''.
O gabinete do vice-presidente confirmou a presença de Cheney, que não fará nenhum discurso, na cerimônia religiosa que será realizada para homenagear os funcionários da Autoridade Portuária que morreram no atentado.
O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, indicou que ''a última coisa que o governo quer fazer é perturbar qualquer cerimônia de comemoração que esteja sendo realizada''.
Autoridades responsáveis pela organização da cerimônia que lembrará os dois anos dos atentados decidiram manter este ano o modelo do evento realizado em 2002, com poucas diferenças.
No total, serão quatro os momentos de silêncio durante a cerimônia no Marco Zero, que contará com a presença dos governadores de Nova York, George Pataki, e de Nova Jersey, James McGreevey, entre outros.
A lista com os nomes das vítimas do atentado será lida mais uma vez e haverá quatro interrupções quando o relógio marcar a hora exata dos dois choques dos aviões e das quedas das duas torres.
Este ano, no entanto, os 2.792 nomes não serão lidos por autoridades políticas, mas por 200 crianças, todas parentes das vítimas dos atentados.
- Nas crianças está vivo o espírito da nossa cidade, sua vontade de encarar o futuro - explicou o prefeito Bloomberg.