QUANTICO, EUA - Minutos depois
da divulgação do mais recente vídeo com imagens de Osama Bin
Laden, o presidente dos EUA, George Bush, reconheceu que a
Al Qaeda ''ainda conspira'' contra o povo americano, mas reafirmou
que a rede será desmantelada e derrotada apesar de considerar
que medidas de segurança não conseguirão impedir 100% dos
ataques.
- Jamais nos esqueceremos dos servos do
mal que planejaram os ataque - disse Bush. - As forças do
terrorismo global não podem ser aplacadas nem ignoradas.
Elas têm que ser atacadas, têm que ser encontradas e serão
derrotadas. Faremos todo o necessário para vencer esta guerra.
Bush não fez qualquer referência ao novo
vídeo com imagens de Bin Laden e a voz que seria do terrorista.
O presidente reconheceu que, dois anos após os atentados
que mataram mais de três mil pessoas nos EUA, a ameaça da
Al Qaeda continua real.
- O inimigo está ferido, mas ainda tem recursos
e continua sendo perigoso. Não podemos nos permitir um momento
de complacência.
Durante o discurso, no centro de capacitação
da Marinha e do FBI em Quantico, Bush pediu leis antiterroristas
mais severas, que criariam mais possibilidades para que
os terroristas fossem condenados à morte.
O presidente também declarou sua defesa
à concessão de mais faculdades às autoridades que combatem
o terrorismo. Para isso, segundo ele, seria necessário que
se liberasse o acesso, em casos urgentes, a documentos incriminatórios
de suspeitos, e que se pudesse convocá-los rapidamente a
audiências judiciais.
- A Câmara e o Senado têm a responsabilidade
de agir rápido nestas questões. Desatar as mãos de nossa
Justiça e nossas autoridades policiais para que eles possam
lutar e vencer na guerra contra o terror - disse.
Para Bush, também devem ser solucionados
outros pontos críticos das leis antiterror. Segundo o presidente,
não é possível que chefes do narcotráfico sejam presos sem
opção de fiança, enquanto suspeitos de cometer atos terroristas
possam comprar sua liberdade e desaparecer.
- Há obstáculos irracionais à investigação
e à ação contra o terrorismo. Obstáculos que não existem
quando os agentes da lei perseguem traficantes - disse.
Organizações de defesa dos direitos constitucionais
vêm criticando os planos do governo Bush de aumentar o poder,
já que temem uma erosão ainda maior das proteções individuais
diante do abuso das autoridades nas investigações.