Uma cidade olha
  para trás


A mídia, campo
  
de batalha

Tempos
  sombrios na
  América Latina


Brasileiros
  relembram
  a tragédia


CIA e FBI não
  elucidaram ataque


O preço de cada
  vida perdida


EUA em alerta
  contra o terror


A capital do mundo
  chora novamente


Bush: “11/9 foi o
  início da resposta”


O lado invisível
  do abalo


Na economia,
  “terroristas” por
  todos os lados


Vôos do Brasil
  são cancelados


Afeganistão
  enfrenta uma
  nova batalha




Osama Bin Laden
Líder da Al Qaeda (“a base”, em árabe), organização que congrega diversos grupos terroristas muçulmanos do mundo, Osama Bin Laden é a ovelha negra de uma das mais abastadas famílias da Arábia Saudita. Iniciou sua luta em 1979, contra os soviéticos que tentavam ocupar o Afeganistão – com apoio dos EUA. Seus primeiro atos terroristas de relevo foram os atentados contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, em 1998, matando 247 pessoas e deixando mais de 5 mil feridos. Dois anos depois, um ataque suicida ao contratorpedeiro americano USS Cole matou 17 fuzileiros navais no Iêmen. Hoje o governo americano oferece US$ 5 milhões por Bin Laden, vivo ou morto.

George Bush
Eleito de forma controversa em 2000, com menos votos populares do que seu adversário, Al Gore, o republicano do Texas foi alçado, graças aos atentados de 11 de setembro, a uma posição de estadista que poucos observadores internacionais acreditam que ele alcançaria por seus próprios métodos. O apoio inequívoco do público americano durou quase um ano após os ataques, mas começam a surgir críticas a seu unilateralismo. Em menos de dois anos no poder, cancelou a participação americana em pelo menos cinco tratados internacionais. O envolvimento de figuras importantes de sua administração em escândalos financeiros está começando a abalar a imagem da Casa Branca.

Mohamed Omar
Líder da milícia talibã, que governava o Afeganistão até novembro passado. Chegou ao poder depois de dez anos de guerra civil no país e implantou um regime que interpretava de forma estrita o livro sagrado dos muçulmanos. Acreditava ter sido convocado por Alá para expurgar o país do pecado e da violência, embora nunca tenha concluído sua educação religiosa. Cego de um olho – herança da guerra contra os russos – Omar desapareceu logo após os bombardeios americanos no Afeganistão. Filho de um agricultor sem terra, nasceu numa cabana de barro de Kandahar, em 1959. Raramente saiu dali e levou uma vida de ignorância, exceto no que se referia à religião e à guerra.

Donald Rumsfeld
Desde 11 de setembro, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, é uma das autoridades americanas em maior evidência por desencadear as operações militares na luta contra o terror. O secretário de Defesa não esconde seu entusiasmo pelo sistema de defesa antimíssil e coordena a árdua campanha de convencer o mundo sobre seus benefícios. Assim como Cheney, Rumsfeld já tem experiência em cargos de governo, tendo ocupado o Ministério da Defesa durante o mandato de Gerald Ford, na década de 70. Em suas memórias, Henry Kissinger o descreve como um “estadista em tempo integral cuja ambição, habilidade e conteúdo se fundem inconsutilmente”.

Dick Cheney
Um dos vice-presidentes mais ativos da história americana, Cheney é conhecido por suas posições extremas em assuntos como o Iraque, que propõe atacar imediatamente. Como secretário de Defesa dos EUA no governo de George Bush, pai do atual presidente, Cheney foi um dos responsáveis pelo planejamento e pela coordenação da Guerra do Golfo. Sua experiência em assuntos relativos à política internacional foi uma das razões de ter sido escolhido para o cargo de vice-presidente na chapa republicana durante as últimas eleições. Suas ligações com empresas petrolíferas de práticas um tanto obscuras o deixaram encoberto nos bastidores nos últimos tempos.

Tony Blair
Principal aliado na Europa da luta contra o terrorismo liderada pelos Estados Unidos, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, esteve ao lado das autoridades americanas na defesa da necessidade do ataque ao Afeganistão com o objetivos de cercar as células terroristas da Al Qaeda e prender o mais ilustre hóspede da milícia talibã: Osama Bin Laden. Até hoje, o premier mantém sua lealdade incondicional às iniciativas militares e políticas planejadas por Washington. Entre os dirigentes europeus, Tony Blair está isolado no apoio a uma possível ofensiva militar contra o Iraque e não hesita em classificar Saddam Hussein como um “criminoso internacional”.

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