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Osama
Bin Laden
Líder da Al Qaeda (“a base”, em árabe), organização
que congrega diversos grupos terroristas muçulmanos
do mundo, Osama Bin Laden é a ovelha negra de uma das
mais abastadas famílias da Arábia Saudita. Iniciou sua
luta em 1979, contra os soviéticos que tentavam ocupar
o Afeganistão – com apoio dos EUA. Seus primeiro atos
terroristas de relevo foram os atentados contra as embaixadas
americanas no Quênia e na Tanzânia, em 1998, matando
247 pessoas e deixando mais de 5 mil feridos. Dois anos
depois, um ataque suicida ao contratorpedeiro americano
USS Cole matou 17 fuzileiros navais no Iêmen. Hoje o
governo americano oferece US$ 5 milhões por Bin Laden,
vivo ou morto. |
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George
Bush
Eleito de forma controversa em 2000, com menos votos
populares do que seu adversário, Al Gore, o republicano
do Texas foi alçado, graças aos atentados de 11 de
setembro, a uma posição de estadista que poucos observadores
internacionais acreditam que ele alcançaria por seus
próprios métodos. O apoio inequívoco do público americano
durou quase um ano após os ataques, mas começam a
surgir críticas a seu unilateralismo. Em menos de
dois anos no poder, cancelou a participação americana
em pelo menos cinco tratados internacionais. O envolvimento
de figuras importantes de sua administração em escândalos
financeiros está começando a abalar a imagem da Casa
Branca.
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Mohamed
Omar
Líder da milícia talibã, que governava o Afeganistão
até novembro passado. Chegou ao poder depois de dez
anos de guerra civil no país e implantou um regime que
interpretava de forma estrita o livro sagrado dos muçulmanos.
Acreditava ter sido convocado por Alá para expurgar
o país do pecado e da violência, embora nunca tenha
concluído sua educação religiosa. Cego de um olho –
herança da guerra contra os russos – Omar desapareceu
logo após os bombardeios americanos no Afeganistão.
Filho de um agricultor sem terra, nasceu numa cabana
de barro de Kandahar, em 1959. Raramente saiu dali e
levou uma vida de ignorância, exceto no que se referia
à religião e à guerra. |
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Donald
Rumsfeld
Desde 11 de setembro, o secretário de Defesa dos Estados
Unidos, Donald Rumsfeld, é uma das autoridades americanas
em maior evidência por desencadear as operações militares
na luta contra o terror. O secretário de Defesa não
esconde seu entusiasmo pelo sistema de defesa antimíssil
e coordena a árdua campanha de convencer o mundo sobre
seus benefícios. Assim como Cheney, Rumsfeld já tem
experiência em cargos de governo, tendo ocupado o
Ministério da Defesa durante o mandato de Gerald Ford,
na década de 70. Em suas memórias, Henry Kissinger
o descreve como um “estadista em tempo integral cuja
ambição, habilidade e conteúdo se fundem inconsutilmente”.
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Dick
Cheney
Um dos vice-presidentes mais ativos da história americana,
Cheney é conhecido por suas posições extremas em assuntos
como o Iraque, que propõe atacar imediatamente. Como
secretário de Defesa dos EUA no governo de George Bush,
pai do atual presidente, Cheney foi um dos responsáveis
pelo planejamento e pela coordenação da Guerra do Golfo.
Sua experiência em assuntos relativos à política internacional
foi uma das razões de ter sido escolhido para o cargo
de vice-presidente na chapa republicana durante as últimas
eleições. Suas ligações com empresas petrolíferas de
práticas um tanto obscuras o deixaram encoberto nos
bastidores nos últimos tempos. |
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Tony
Blair
Principal aliado na Europa da luta contra o terrorismo
liderada pelos Estados Unidos, o primeiro-ministro
britânico, Tony Blair, esteve ao lado das autoridades
americanas na defesa da necessidade do ataque ao Afeganistão
com o objetivos de cercar as células terroristas da
Al Qaeda e prender o mais ilustre hóspede da milícia
talibã: Osama Bin Laden. Até hoje, o premier mantém
sua lealdade incondicional às iniciativas militares
e políticas planejadas por Washington. Entre os dirigentes
europeus, Tony Blair está isolado no apoio a uma possível
ofensiva militar contra o Iraque e não hesita em classificar
Saddam Hussein como um “criminoso internacional”.
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