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EUA em alerta contra o terror

Vice-presidente Dick Cheney foi conduzido para local “não revelado”

David Usborne
e Rupert Cornwell
The Independent

NOVA YORK E WASHINGTON – A solene recordação do 11 de setembro foi brutalmente encoberta por outra emoção – a angústia. Washington anunciou que estava elevando, pela primeira vez, o nível do código de alerta em cores, de amarelo para laranja, de “elevado” para “alto”. Só resta uma categoria: vermelho, “grave”.

O novo alerta pareceu se concentrar em instalações americanas no exterior. “Não há nenhuma ameaça específica à América”, disse o presidente Bush em discurso na embaixada afegã, em Washington. Mas as autoridades não descartaram a possibilidade de que terroristas também estejam de olho em alvos nos EUA.

Segundo o procurador-geral John Ashcroft, os serviços de inteligência americanos receberam informações baseadas no interrogatório de um agente da Al Qaeda sobre “um possível ataque terrorista que coincida com o aniversário dos ataques de 11 de setembro”. Ashcrof disse que não pedia que se cancelassem eventos do aniversário, mas recomendava vigilância.

A Casa Branca aconselhou os americanos a levar a vida hoje como em qualquer outro dia de setembro. Embora o governo tenha tentado minimizar qualquer sentido de drama no novo alerta, conseguiu criar o efeito oposto, ao confirmar que o vice -presidente Dick Cheney tinha sido conduzido para um “local não revelado”. A capital americana será protegida por mísseis terra-ar.

O país inteiro chora seus mortos hoje, com a concentração maior de pessoas em Nova York, naturalmente. Junto com as lembranças e orações, cães farejadores por toda parte, atiradores de elite no alto dos edifícios e barreiras nas pontes e em torno da sede da ONU.

Subjacente a essa atmosfera em que se misturam luto e patriotismo, choque e medo, está a questão do Iraque. Washington continuar rufando os tambores, advertindo que Saddam deve ser desalojado. A guerra está no horizonte.

 


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