Uma cidade olha
  para trás


A mídia, campo
  
de batalha

Tempos
  sombrios na
  América Latina


Brasileiros
  relembram
  a tragédia


CIA e FBI não
  elucidaram ataque


O preço de cada
  vida perdida


EUA em alerta
  contra o terror


A capital do mundo
  chora novamente


Bush: “11/9 foi o
  início da resposta”


O lado invisível
  do abalo


Na economia,
  “terroristas” por
  todos os lados


Vôos do Brasil
  são cancelados


Afeganistão
  enfrenta uma
  nova batalha



O preço de cada vida perdida

NOVA YORK – Entre as muitas e cruciais tarefas que surgiram após os atentados, poucas requerem tanto tato ou beiram tanta polêmica quanto a de pôr preço nos mortos. Como comparar o valor de uma criança com o de um aposentado de 80 anos ou de um recém-formado em início de carreira? Por que a vida de um jovem investidor valeria US$ 3 milhões e a de sua secretária, US$ 300 mil?

O homem encarregado pelo governo de exercer o papel de Salomão moderno se chama Kenneth Feinberg, responsável pelo Fundo de Compensação às Vítimas de 11 de Setembro. Nos últimos nove meses, a vida de Feinberg tem sido dedicada a encontrar soluções racionais para um assunto cercado de agonia emocional.

– Eu me encontrei com parentes das vítimas e há muitos deles que, mesmo vários meses após os ataques, mal conseguem segurar a caneta para preencher os formulários – conta.

Até o dia 20 de agosto foram ao menos 700 reivindicações de compensação. Dessas, apenas 25, entre US$ 300 mil e US$ 3 milhões, foram concedidas. Segundo Feinberg, a lenta resposta à oferta de ajuda federal se deve aos traumas derivados dos ataques.

– As pessoas ainda estão chorando – constata ele.

 


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