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CIA
e FBI não elucidaram ataque
Apesar da identificação dos seqüestradores dos aviões,
falta ainda explicar como agiram
Rebecca Carr
Cox News Service
WASHINGTON – Os atentados terroristas de 11 de setembro
mobilizam, há um ano, legisladores americanos e agências
de inteligência. Mas, um ano depois, o caso de maior repercussão
criminal dos Estados Unidos – que resultou na morte de quase
3 mil pessoas – ainda não foi resolvido. Os investigadores
sabem quem são os responsáveis pelos ataques porque têm
nas mãos os nomes dos 19 terroristas que seqüestraram os
aviões jogados contra as torres gêmeas, em Nova York, e
o Pentágono, em Washington, além do que caiu na Pensilvânia.
O que ainda não descobriram é como os terroristas conseguiram
planejar o ataque mais terrível contra os EUA desde Pearl
Harbor.
Há várias perguntas sem resposta. Como aqueles jovens, em
sua maioria sauditas, reuniram o dinheiro necessário para
sua missão? Como se comunicaram entre si na hora dos ataques?
Havia outras células terroristas que não entraram em ação
naquele dia? O franco-marroquino Zacarias Moussaoui é o
único suspeito preso pelos atentados. E, aparentemente,
ele não tem colaborado com as investigações.
A relação exata entre os terroristas, Osama Bin Laden e
outros membros da Al Qaeda ainda não foi desvendada. Analistas
dizem que, enquanto este fato não estiver claro, a investigação
continuará apresentando grandes brechas.
Os investigadores acreditam que os planos iniciais foram
arquitetados na Alemanha e na Espanha, mas o ex-chefe da
divisão antiterrorismo da CIA Vince Cannistraro insiste:
– Ainda não temos conhecimento sobre o comando e o controle
dos ataques.
Cannistraro acrescenta que o FBI está mais acostumado a
perseguir executivos corruptos do que pessoas dispostas
a morrer por motivos políticos e religiosos.
– Nem a CIA, nem o FBI analisaram a natureza da ameaça.
Eles não entendem que motivo impulsiona os extremistas –
afirma.
No entanto, autoridades do Departamento de Justiça dizem
que as investigações têm sido muito dinâmicas. Como resultado,
131 pessoas já foram indiciadas por vários tipos de crime.
Mas a grande maioria não tem qualquer relação com o terror.
Os delitos incluem roubo de documentos de identidade, fraude
de cartões de crédito e falso testemunho.
Uma das vertentes da investigação se concentra no congelamento
contas e no arresto de bens de terroristas. Até agora, os
EUA e seus aliados já bloquearam mais de US$ 112 milhões.
Em março, os investigadores detiveram 87 pessoas que tentavam
passar pelo aeroporto de Charlotte com distintivos de policiais
roubados. Outras 94 foram presas pelo mesmo motivo no Aeroporto
Reagan, em Washington.
O diretor do FBI, Robert S. Muller, se esforça para aprimorar
as ações contra o terror e recentemente criou um novo centro
internacional de operações antiterroristas. Muller aumentou
substancialmente a capacidade analítica do FBI, ao contratar
os serviços de 25 analistas da CIA.
Até agora, os críticos afirmam que o FBI não foi longe o
bastante e afirmam que, no passado, não aplicava bem os
fundos de que dispunha para a luta contra o terrorismo para
esta finalidade.
– Se tivesse que dar uma nota para o desempenho do FBI nas
investigações, daria C ou D – diz Kris Kolesnik, que conduziu
investigações para a agência durante 18 anos.
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