Uma cidade olha
  para trás


A mídia, campo
  
de batalha

Tempos
  sombrios na
  América Latina


Brasileiros
  relembram
  a tragédia


CIA e FBI não
  elucidaram ataque


O preço de cada
  vida perdida


EUA em alerta
  contra o terror


A capital do mundo
  chora novamente


Bush: “11/9 foi o
  início da resposta”


O lado invisível
  do abalo


Na economia,
  “terroristas” por
  todos os lados


Vôos do Brasil
  são cancelados


Afeganistão
  enfrenta uma
  nova batalha



CIA e FBI não elucidaram ataque

Apesar da identificação dos seqüestradores dos aviões, falta ainda explicar como agiram

Rebecca Carr
Cox News Service

WASHINGTON – Os atentados terroristas de 11 de setembro mobilizam, há um ano, legisladores americanos e agências de inteligência. Mas, um ano depois, o caso de maior repercussão criminal dos Estados Unidos – que resultou na morte de quase 3 mil pessoas – ainda não foi resolvido. Os investigadores sabem quem são os responsáveis pelos ataques porque têm nas mãos os nomes dos 19 terroristas que seqüestraram os aviões jogados contra as torres gêmeas, em Nova York, e o Pentágono, em Washington, além do que caiu na Pensilvânia. O que ainda não descobriram é como os terroristas conseguiram planejar o ataque mais terrível contra os EUA desde Pearl Harbor.

Há várias perguntas sem resposta. Como aqueles jovens, em sua maioria sauditas, reuniram o dinheiro necessário para sua missão? Como se comunicaram entre si na hora dos ataques? Havia outras células terroristas que não entraram em ação naquele dia? O franco-marroquino Zacarias Moussaoui é o único suspeito preso pelos atentados. E, aparentemente, ele não tem colaborado com as investigações.

A relação exata entre os terroristas, Osama Bin Laden e outros membros da Al Qaeda ainda não foi desvendada. Analistas dizem que, enquanto este fato não estiver claro, a investigação continuará apresentando grandes brechas.

Os investigadores acreditam que os planos iniciais foram arquitetados na Alemanha e na Espanha, mas o ex-chefe da divisão antiterrorismo da CIA Vince Cannistraro insiste: – Ainda não temos conhecimento sobre o comando e o controle dos ataques.

Cannistraro acrescenta que o FBI está mais acostumado a perseguir executivos corruptos do que pessoas dispostas a morrer por motivos políticos e religiosos.

– Nem a CIA, nem o FBI analisaram a natureza da ameaça. Eles não entendem que motivo impulsiona os extremistas – afirma.

No entanto, autoridades do Departamento de Justiça dizem que as investigações têm sido muito dinâmicas. Como resultado, 131 pessoas já foram indiciadas por vários tipos de crime. Mas a grande maioria não tem qualquer relação com o terror. Os delitos incluem roubo de documentos de identidade, fraude de cartões de crédito e falso testemunho.

Uma das vertentes da investigação se concentra no congelamento contas e no arresto de bens de terroristas. Até agora, os EUA e seus aliados já bloquearam mais de US$ 112 milhões. Em março, os investigadores detiveram 87 pessoas que tentavam passar pelo aeroporto de Charlotte com distintivos de policiais roubados. Outras 94 foram presas pelo mesmo motivo no Aeroporto Reagan, em Washington.

O diretor do FBI, Robert S. Muller, se esforça para aprimorar as ações contra o terror e recentemente criou um novo centro internacional de operações antiterroristas. Muller aumentou substancialmente a capacidade analítica do FBI, ao contratar os serviços de 25 analistas da CIA.

Até agora, os críticos afirmam que o FBI não foi longe o bastante e afirmam que, no passado, não aplicava bem os fundos de que dispunha para a luta contra o terrorismo para esta finalidade.

– Se tivesse que dar uma nota para o desempenho do FBI nas investigações, daria C ou D – diz Kris Kolesnik, que conduziu investigações para a agência durante 18 anos.

 


   Home > Especiais > A era do terror
Primeira Página