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Arquivo JB |
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11/11/1937
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O
governo Vargas havia iniciado no ano anterior com a Revolução
de 30, que derrubou o governo de Washington Luís e pôs
fim à chamada República Velha. Em 1931, depois do
Jornal do Brasil ter ficado fechado em consequência da invasão
de simpatizantes da Revolução, o Conde Pereira Carneiro
muda a chefia da redação. Anibal Freire, comprometido
com o governo deposto, é susbstituído por Jânio
Pombo Brício, que mantinha um bom relacionamento com o governo
de Getúlio Vargas. Sempre dentro da linha de moderação,
o Jornal do Brasil não demonstrava simpatia pelo Governo
Provisório de Getúlio Vargas, mas, discretamente,
manteve cautela. Em 1932, o jornal que até então vinha
fazendo algumas críticas ao governo Getúlio Vargas,
se solidariza aos paulistas, e apóia a Revolução
Constitucionalista – um dos mais importantes acontecimentos
da história política brasileira ocorridos no Governo
Provisório de Getúlio.
Foram três meses de combate entre opositores e simpatizantes
do Governo Provisório. Apesar da derrota dos rebeldes, a
revolta paulista alertou o Governo Provisório que as eleições
para a Assembléia Nacional Constituinte não mais podiam
esperar, o que aconteceu no ano seguinte, culminando com a nova
Constituição de 1934. O Conde Pereira Carneiro ingressa
no Partido Autonomista do Distrito Federal e se candidata à
Constituinte – o Jornal do Brasil foi então o veículo
de divulgação da plataforma autonomista. Em 1934,
chegou ao fim o chamado Governo Provisório e apesar do apoio
do jornal à nova Constituição, ao governo de
Getúlio o jornal continua a ter críticas.
A
crise financeira, sofrida no começo da década, ainda
não estava sanada. Surge na história do Jornal do
Brasil, José Pires do Rio como diretor-tesoureiro e com a
incumbência de reorganizá-lo financeiramente. Com amplos
poderes, Pires do Rio desagrada Aníbal Freire, que já
estava novamente no jornal. Para ele o Jornal do Brasil deveria
ser um boletim de classificados – só assim conseguiria
sair da crise. Os fatos políticos passaram a ter menos destaque,
assim como as artes e a literatura. As primeiras páginas
do jornal eram inteiramente dedicadas aos anúncios. O jornal
ganha o apelido pejorativo de "jornal das cozinheiras".
Mesmo
assim, todos os fatos políticos – e o período
foi intenso, estiveram presentes nas páginas do jornal. Ainda
moderado, mas bem mais conservador, o jornal não apoiou a
Intentona Comunista de 1935, e simpatizou com a Lei de Segurança
Nacional, do mesmo ano. O golpe que instaurou o Estado Novo em 1937,
foi visto pelo jornal como uma alternativa viável para a
crise política, embora não concordasse com a continuidade
de Getúlio no poder, tendo apoiado a candidatura de Armando
Sales Oliveira à presidência da República.
Durante
a ditadura de Vargas - período do Estado Novo de 1937 a 1945,
o jornal adota uma política de cordialidade com o governo
e com sua política. Vargas implementou, pela 1ª vez
na História do país, uma abrangente política
de direitos sociais e trabalhistas, alguns destes antigas reivindicações
das classes populares brasileiras, amplamente divulgadas por um
aparato de propaganda de massas realizado pelo Departamento de Imprensa
e Propaganda (DIP).
Tendo
sido somente cordial, moderado, muitas e muitas vezes contrário,
outras tantas a favor, ao governo, o Jornal do Brasil defendeu o
não continuísmo da Era Vargas. Pires do Rio, que ainda
era diretor, tinha ligações com o candidato oposicionista
Eduardo Gomes, e o jornal apoiou a candiatura, assim como a deposição
de Vargas. Era o fim de uma era, só que seria a primeira,
– ele estaria de volta em 1950. |
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