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A
imensidão branca dos Andes
Neve:
Em Bariloche e Valle Nevado, uma diversão
diferente para o turista brasileiro
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Para os habitantes dos trópicos, a
neve sempre exerce um fascínio peculiar.
A possibilidade de tocar aquele gelo em formas
de pasta branca, fazer bonecos, guerras de
bolas ou se aventurar nos esquis, antes apenas
visível em filmes, faz um número
cada vez maior de brasileiros partirem para
as estações da América
do Sul. Bariloche, na Argentina, e Valle Nevado,
no Chile, são os dois principais destinos.
O Real valorizado frente ao dólar e
a proximidade das duas regiões em relação
ao Brasil, colocam ambas as estações
no mapa turístico da alta temporada.
E não é imprescindível
ser um atleta do esqui. Com uma excelente
infra-estrutura, o turista que for a Bariloche
ou Valle Nevado tem monitores e cursos rápidos
para minimizar os inevitáveis tombos
na neve.
Quem não quiser se arriscar, pode curtir
as regiões. Passeios, restaurantes,
cafés e as inevitáveis comprinhas
estão no roteiro. Ainda mais com os
preços atraentes. Em Bariloche, por
exemplo, compra-se uma caixa com um quilo
de cocolate por R$ 20. Na estação
chilena, por R$ 77 é possível
ter aula de esqui ou snowboard indispensável
para quem vai deslizar pelas ladeiras geladas. |
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Uma
cidade agitada e hospitaleira
Carolina Benevides
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BARILOCHE (ARG). Quando
o avião pousa em San Carlos de Bariloche,
na Patagônia, a primeira sensação
é de que se está em uma cidade pacata.
Mas basta pisar no saguão para entender que
de pacata a região não tem nada. Localizada
às margens do lago Nahuel Huapi e cercada
pelo Parque Nacional, fundado em 1934, Bariloche
oferece muita diversão, preços baixos
um dólar vale pouco mais de três
pesos e é possível trocar real em
algumas lojas (R$ 1 chega a valer quase três
pesos) e gente hospitaleira, que pergunta
na rua de onde o turista é e sorri quando
a resposta é Brasil.
Agora, na alta temporada, montanhas cobertas de
neve são um convite aos esportes radicais.
E o melhor é que ninguém precisa ser
um exímio esquiador. Em todos os Cerros,
professores ensinam como manejar um esqui. Quem
não tiver disposição pode deslizar
em trenós, fazer bonecos e até ver
o dia passar em um café. Ou, se estiver no
Cerro Otto, na Confeitaria Giratória
a 1.405 metros, gira 360° a cada 20 minutos.
Os que não quiserem se aventurar nas montanhas
têm a opção de passear pelo
Centro, onde encontram lojas de artesanato e marcas
como Puma (com preços bem abaixo dos praticados
no Brasil). Visitar fábricas de chocolate
também valem a pena. Não deixe de
conhecer a Mamuschka, na Rua Mitre. Decorada com
bonequinhas russas, que podem ser levadas para casa,
a loja oferece os chocolates mais gostosos. Passe
também na fábrica Del Turista, que
tem variedade e preços em conta.
Quando a noite chega, a pedida é jantar e
experimentar a famosa carne de javali, cordeiro
e os bifes de chorizo. Quem quiser esticar escolhe
entre o cassino e as boates. Se você estiver
no Centro, o bom é que tudo isso pode ser
feito a pé.
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Diversão
e tombos
na Cordilheira
Rosana Fortes |
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VALLE NEVADO (CHI).
Construído no meio da Cordilheira dos Andes
chilena, a 3.025 metros de altitude, o complexo
Valle Nevado continua como uma das maiores apostas
para os amantes dos esportes na neve. E também
para os que querem se aventurar pela primeira vez
no esqui ou no snowboard, sempre preparados para
pouco ar e muitos tombos.
Situado a 65 km da capital Santiago, Valle Nevado
forma com as estações El Colorado
e La Parva a região conhecida como Os Três
Vales dos Andes, com 10.700 hectares de terreno
esquiável e 107 quilómetros de pistas.
A infra-estrutura, a qualidade da neve e a quantidade
de pistas são os grandes diferenciais do
resort, escolhido desde 2001 como sede da Copa do
Mundo FIS de Snowboard.
Do Aeroporto Internacional de Santiago até
Valle Nevado são duas horas de van. O caminho
até a estação de esqui, feito
pela Estrada Farellones, é estreito e sinuoso.
São 33 quilômetros de curvas fechadas
(60 no total, todas numeradas) e apesar da estrada
ter dois sentidos, em muitos trechos apenas um carro
consegue passar por vez. O resort oferece traslado
de ida e volta desde o aeroporto. O custo é
de US$ 68 (regular) ou US$ 120 (privativo), por
pessoa.
A abertura da temporada 2006 iniciou-se no dia 16
de Junho e o término será em 9 de
outubro, data que marca a volta para casa de muitos
chilenos, que, durante estes quase quatro meses,
trabalham na estação. É o caso
de Esteban Celedon, morador de Pucon, que em toda
temporada trabalha como fotógrafo da loja
Captura. Esteban e outros três fotógrafos
podem ser encontrados no meio das pistas, tirando
fotos e gravando vídeos para os turistas
que querem levar uma recordação das
férias nas montanhas chilenas.
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