Copa na África, festa do futebol

Ao contrário do Brasil, que ainda não decidiu quais serão as cidades que abrigarão jogos da Copa, as sedes da África do Sul já estão decididas. Ao todo, serão 10 estádios em nove cidades espalhadas pelo país. São eles: Bloemfontein, Cidade do Cabo, Durban, Johannesburgo, Kimberley, Nelspruit, Port Elizabeth, Pretória, e Rustenburg.

Os sul-africanos esperam ansiosamente pela competição. Será a oportunidade de mostrarem a hospitalidade do povo de Mandela. Só dos cofres públicos, os investimentos do país para receber a Copa devem ficar em torno dos US$ 810 milhões, que serão destinados à melhorias em infra-estrutura – como na segurança e em transportes.

A rede hoteleira cresce a cada ano. O país, por sinal, foi o primeiro no mundo a receber uma hospedagem classificada como seis estrelas, o The Palace of The Lost City (em português, O Palácio da Cidade Perdida), inspirado nos estabelecimentos de Las Vegas, no Estados Unidos. O hotel fica em Sun City, a 187 km de Johanesburgo, uma das vitrines do turismo sul-africano. Trata-se de um grande complexo encravado em um deserto. O lugar colocou o país na rota de ricaços dos quatro cantos do mundo. As roletas do cassinos de Sun City devem receber muitos milionários durante a Copa.

Caso a Seleção Brasileira fracasse mais uma vez, o brasileiro ficará feliz de conhecer ao menos um dos lugares mais bonitos do planeta. Os grandes roteiros de passeios na África do Sul, sem dúvida, são os divertidos safaris. O Kruger Park é um dos mais famosos do mundo. Com cerca de 2 milhões de hectares, tem mais de 300 espécies de árvores 33 de anfíbios, 114 répteis, 50 de peixe, 507 de aves e 147 de mamíferos – incluindo os maiores do mundo, como o elefante, o leão e a girafa.

E há ainda a região do Cabo, que reserva agradáveis surpresas na rota do jardim, na praia dos pingüins, na ilha das focas, na rota dos vinhos e na Cidade do Cabo, uma unanimidade entre os turistas estrangeiros – comparada ao Rio de Janeiro em beleza.


Crescimento com o fim do apartheid



Com o fim do regime do apartaheid na década de 90 (a primeira eleição multirracial no país aconteceu em 1994), a África do Sul tem uma das grandes fontes de renda no turismo, que contribui com 7 a 8% do PIB nacional e emprega cerca de 3% de trabalhadores sul-africanos.

Economicamente e socialmente, o fim do regime foi tão importante ao país que a estrutura turística foi amplamente alterada. Se a África do Sul recebia 3,6 milhões de turistas estrangeiros em 94, hoje são mais de 7,3 milhões. Um crescimento de mais 100% em cerca de 10 anos.

Os brasileiros são um bom exemplo do aumento do turismo no país. Foram 23.529 visitantes no ano passado, número 12% superior ao registrado em 2004.

Crescimento que atraiu investidores para a porção austral do continente. A África do Sul tem hoje infra-estrutura para receber muito bem seus visitantes. São três aeroportos nacionais – Johanesburgo, Cidade do Caboe Durban – inclusive com vôos diretos do Brasil.