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| Jackson: sucessos retornam nas vozes
de outros artistas |
Novas gerações mantêm
a obra de Jackson do Pandeiro viva
Débora Motta e Gardênia Vargas
Advogado da família
de Jackson, José Vieira Filho passou a cuidar do caso
em 1999, ao ser procurado por Zé Gomes sob a alegação
de que a família não recebia o que lhe era de
direito. A partir de então, o processo foi levantado
e as editoras passaram a pagar corretamente. Ele reclama da
falta de credibilidade na apuração da execução
das músicas no Brasil.
Eles dizem que a arrecadação
é nacional. Mas a quantia que a família recebe
é irrisória. No eixo Rio-São Paulo é
mais fácil de controlar, mas nessa época do
ano, quando festas juninas pipocam no Nordeste, parece que
o valor não aumenta contesta Vieira Filho.
Os valores arrecadados, que variam, são
depositados através de uma guia de depósito
judicial. Durante o carnaval e as festas juninas a arrecadação
é maior, mas não passa de R$ 1,3 mil mensais.
É a União Brasileira dos Compositores (UBC)
quem arrecada o montante principal dos direitos relativos
às composições de Jackson em todas as
suas assinaturas. Gerente executivo da entidade, Frederico
Lemos destaca que a música Ordem é samba (Jackson
do Pandeiro e Severino Ramos), da editora Todamérica,
regravada por Ney Matogrosso e Pedro Luis, foi a canção
mais executada da obra de Jackson no ano passado.
Mas Ordem é samba rendeu apenas
R$ 4 mil em 2005. Coco de improviso, parceria de Jackson e
Rosil Cavalcanti, interpretada pelo mestre do pandeiro, gerou
só R$ 138 no mesmo período.
Já os direitos autorais de canções
interpretadas por Jackson do Pandeiro são arrecada
dos pela Sociedade Brasileira de Administração
e Proteção de Direitos Intelectuais (Socinpro).
A entidade administra a renda de músicas como Sebastiana
(Rosil Cavalcanti), O canto da Ema (João do Vale/Aires
Viana/Alventino Cavalcanti) e O forró e o limoeiro
(Edgard Ferreira), todas sucessos na voz de Jackson.
A maioria das músicas de Jackson tocadas nas
rádios não é interpretada por ele
explica Joaquim Candeias, diretor do Socinpro. São
regravações nas vozes de outros cantores.
Pois a obra de Jackson do Pandeiro, apesar
de tudo, sobrevive justamente através dessas releituras
promovidas pelas novas gerações de músicos.
Silvério Pessoa é um herdeiro do legado musical
do mestre.
A obra de Jackson do Pandeiro tem contemporaneidade
e me influenciou muito diz Silvério.
Deveria haver uma política cultural mais carinhosa
para que suas músicas entrassem nas rádios do
Sudeste.
Pandeiro
em agonia
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