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| Capa do disco ‘Carioca’:
harmonização trabalhada |
'Balanço
das horas'
Um novo Max prestes a nascer
João Bernardo Caldeira
Grande promessa da nova música popular
e eletrônica brasileira quando desembarcou em 1999,
com "Samba raro", Max de Castro ainda persegue o
disco no qual resumirá com perfeição
seu próprio recorte de tradição e modernidade.
"Balanço das horas", seu quarto trabalho,
ainda não é este disco. Mas apresenta novas
soluções musicais.
Ele abandonou a programação
eletrônica, que ultimamente mais poluía que acrescentava.
Além disso, o Max músico, produtor e cerebral
deu lugar a um Max instintivo e cantor, sempre disposto a
evidenciar sua paixão pela música, seja pelo
jazz, ou pelo samba reprocessado da bossa nova.
Sem medo de soar belo e pungente, Max desvela
canções ora vigorosas (como a faixa-título),
ora singelas ("Candura"), ora simplesmente despretensiosas
(como todas as outras 10). Mas nunca abre mão de sua
gramática transviada e dissonante. E o ouvinte, por
sua vez, entrevê a possibilidade de que um novo Max
- síntese de tudo isso - esteja prestes a nascer.
- Max de Castro
para as massas
Em seu quarto CD, "Balanço
das horas", cantor abandona discurso prolixo e aposta
em canções palatáveis
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