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Em entrevista exclusiva realizada durante o
programa Game News (www.interativawebtv.com.br/gamenews.html),
o diretor da divisão de jogos e entretenimento da Microsoft
Brasil, revela as novidades para o 2º semestre e comenta
a vinda do Xbox 360 para o nosso país..
Como a Microsoft encara hoje o mercado de
games brasileiro?
Milton Beck - O mercado de games no
Brasil é muito importante para a Microsoft. Nós
atuamos aqui, no Brasil com a área de games já
há muitos e muitos anos, atuando sempre com a área
de PC Games que foi como a Microsoft efetivamente começou.
O gamer brasileiro é um aficcionado, ele adora games.
Ao contrário de outros países onde a Microsoft
está entrando mais fortemente nesta área, aqui
não há tanta necessidade de gerar uma demanda,
a demanda já é muito grande, a necessidade de
esclarecer o consumidor e o benefício que ele pode
ter com os produtos, todas as vantagens que ele pode usar,
mostrar realmente a capacidade dos produtos, já existe.
O mercado brasileiro, é um mercado muito importante,
vou dar um exemplo hoje, o XBOX ainda não está
lançado oficialmente no Brasil, mas no site xbox.com,
os brasileiros são o oitavo país que mais acessa
o site, então o mercado brasileiro com certeza é
muito importante para a Microsoft.
Porque você acha que a pirataria inviabiliza
determinados investimentos em nosso país?
Milton Beck - A pirataria é um
mal para a indústria. Aqui, estamos falando com os
usuários, os gamers e é muito importante que
todos entendam os malefícios que a falsificação
de software traz , não só para a indústria
mas, para o consumidor também. Hoje em dia nesse segmento,
a pirataria supera 90%. O índice de falsificação
de software aqui no Brasil é de 64%, para a área
de games em particular é muito superior. Em cada dez
jogos, nove não são pagos. Para o jogador brasileiro
não é um benefício, na verdade é
um malefício. O número de jogos lançados
aqui é menor do que deveria, muitos jogos poderiam
ser traduzidos e transformar o jogo numa experiência
melhor para o consumidor brasileiro, não são
porque os volumes são diminutos. O consumidor brasileiro
sai perdendo com a falsificação, além
do que a falsificação, traz benefícios
para o crime organizado e outras coisas mais danosas para
a sociedade. Então, não é legal você
comprar uma cópia pirata, não é bacana
você fazer isto. Este mal atinge toda a sociedade, dado
a cadeia de coisas negativas que está envolvida aqui.
No mercado de games todo mundo comenta que
aqui no Brasil existe um potencial de vendas realmente muito
grande, é por isso que uma empresa do porte da Microsoft
está dando uma atenção cada vez maior
ao nosso mercado?
Milton Beck - A Microsoft ela se preocupa
com o consumidor. Nós atuamos em diversas áreas
aqui no Brasil, temos diversas divisões e o nosso objetivo
efetivamente é comercializar soluções
que possam atrair e dar o melhor para o consumidor brasileiro.
Quando lançamos o Flight Simulator, há muitos
e muitos anos atrás e continuamos lançando,
temos tentado trazer para o brasileiro a melhor experiência
possível. Em muitos jogos, tentamos chegar a um preço
o mais acessível possível para os brasileiros,
hoje os games para PC são fabricados aqui no Brasil.
Existe um público ávido por jogos, apesar do
mercado brasileiro não ser um mercado extremamente
grande. Dentro da América Latina, o Brasil já
foi o mais importante em termos de games, hoje não
é mais, o México está muito a nossa frente,
principalmente com o lançamento dos consoles oficialmente
naquele país. O segmento de PCs com games para PC é
o que está em expansão, títulos que são
lançados lá fora, são lançados
aqui também, quase que simultaneamente. Eu acho que
o consumidor brasileiro apesar de não estar sendo muito
bem atentido na área de console, está sendo
bem atendido na área de jogos para PC.
Você comentou sobre o Flight Simulator.
O que você pode falar sobre este jogo que teve uma nova
versão apresentada na E3?
Milton Beck - Bom, o Flight Simulator
é uma das franquias da Microsoft mais importante na
nossa linha de produtos. Os publishers gostam muito das franquias,
o custo de desenvolvimento de um game hoje chega a superar
30 a 40 milhões de dólares. Então, o
risco envolvido no negócio é um risco muito
elevado. Criar franquias, é de certa forma um jeito
de minimizar o risco do seu investimento. Hoje um produto
como este, demora de três a quatro anos para ser desenvolvido.
Existe uma comunidade muito grande de aficcionados por Flight
que não gostam que o chamem de jogo e sim de simulador
e com o Flight Simulator 10, que iremos lançar em setembro
ou outubro deste ano, nossa expectativa é muito grande.
Quais os planos da Microsoft com relação
ao Age of Empires, teremos uma nova versão sendo lançada
no futuro?
Milton Beck - O Age of Empires III para
vocês se situarem sobre a importância dessa série
para nós, é a maior franquia de games para PC
da Microsoft. Em termos de vendas, aqui no Brasil, apesar
de não poder divulgar números individuais de
vendas, o que eu posso dizer é que vendemos mais Age
of Empires III nos três primeiros meses desde o lançamento,
do que o segundo título da Microsoft vendeu em toda
a sua história aqui no Brasil. É um sucesso
absoluto e o campeão mundial é um brasileiro
e isto é muito legal. Nós fizemos muitas atividades
de marketing, geração de demanda e atividades
no ponto de venda e foi muito bem. Agora, nós vamos
lançar no final do ano uma expansão no qual
você vai poder jogar no papel dos índios e não
no papel dos colonizadores. Sai no final desde ano o pacote
do Age of Empires III que irá trazer está experiência
diferente. Para quem não é usuário de
Age of Empires III, ele trata da época da colonização
das Américas e você basicamente assumir diversos
papéis de europeus e a partir de agora você poderá
assumir o papel das tribos indígenas. O jogo é
uma experiência muito divertida e possui um lado histórico
muito grande. Existem escolas particulares, por exemplo, em
São Paulo que eu conheço que usam a série
do Age nos seus cursos acadêmicos para facilitar o aprendizado
dos alunos. Isto, para nós é um motivo de orgulho
do sucesso que o Age of Empires III tem no país. Na
nossa corporação em Remond, todo o sucesso do
Age of Empires III, aqui no Brasil é reverberado. Nós,
realmente temos um pólo de Age of Empires.
Quando e por quanto o XBox 360 deve vir
para o Brasil?
Milton Beck - Como vocês viram
na E3, Bill Gates anunciou o Brasil entre alguns países
onde vai haver o lançamento do Xbox 360. O que para
nós é motivo de satisfação e de
orgulho. Isso demonstra a importância cada vez maior
do mercado brasileiro para a Microsoft Corporation e a importância
do mercado de entretenimento no geral para a Microsoft. Estamos
trabalhando e existe uma equipe só para isso. Não
temos uma data e nem preço para anunciar. Nosso objetivo
é lançar o produto com todas as condições
para que seja a melhor experiência possível para
o usúario brasileiro. Isto é o que eu posso
falar neste instante. O Objetivo da Microsoft sempre quando
lança um produto é disponibilizá-lo por
um longo prazo. Não trabalhamos com lançamentos
oportunistas, trabalhamos para que a experiência do
consumidor como um todo, seja a melhor possível. Isto
inclui preço mas, também inclui outras condições
como: ter disponibilidade dos produtos nas melhores lojas
possíveis, disponibilidade de games, periféricos,
ter um suporte técnico adequado e site, ou seja, não
é só colocar no mercado com preço e sim
colocar no mercado com toda uma estrutura, dando o devido
valor e respeito ao consumidor brasileiro. O nosso trabalho
é um pouco mais abrangente do que isso e no momento
adequado iremos fazer os anúncios devidos.
Em relação ao XBox Live vocês
tem um planejamento para disponibilizar toda esta estrutura
para o gamer brasileiro?
Milton Beck - No momento nós não podemos
disponibilizar esta informação, mas posso garantir
que a experiência com a XBox Live é uma experiência
realmente única. Para quem não está tão
familiarizado com o Xbox Live e imagino que muitos leitores
devem estar mas, para quem não está vou falar
um pouco sobre esta experiência para colocá-lo
dentro do contexto. Hoje você compra um X360 e se conecta
em Banda Larga à esse serviço podendo fazer
várias coisas. Basicamente você faz parte de
uma comunidade de gamers, então tem seus jogos e a
maioria é XBox Live enable, podendo jogar em tempo
real com pessoas de outros países. Depois, escolhe
com que tipo de jogador quer jogar de acordo com a sua capacidade,
pode fazer um chat por voz modificando a sua voz para evitar
qualquer tipo de moléstia, além de baixar demos
de jogos, traillers e vídeos. Outra possibilidade interessante
é a comparação, por exemplo, num jogo
de corrida como Project Gothan Racing do seu tempo com o dos
outros jogadores do mundo todo simultaneamente. Nós
já tivemos 25 milhões de donwloads e toda esta
experiência do XBox Live é sensacional.
Como a Microsoft vai negociar com o governo
os altos impostos taxados em cima do mercado de games e consoles
aqui no Brasil?
Milton Beck - Uma coisa muito importante
é o benefício geral para todos. A entrada oficial
dos consoles no país, ela é um benefício
para quem? Ela é um benefício inclusive para
o governo. A entrada de produtos de forma oficial no país,
aumenta a arrecadação fiscal do ponto de vista
do governo, melhora a vida do consumidor brasileiro que terá
um produto de acordo com as leis de proteção
ao consumidor daqui, terão produtos certificados de
acordo com a energia elétrica, com wireless e as redes
sem fio. Acho que talvez muito do que não foi feito
até agora é porque video-game não é
foco principal do governo. Talvez eu venha a acreditar que
falta ainda uma conscientização, pois muitos
ainda acham que video-game é coisa só para criança
e na verdade esta indústria evoluiu muito. Para se
ter uma idéia, a indústria de video-games movimenta
no mundo 25 bilhões de dólares. Por exemplo,
o lançamento do Halo 2, um dos jogos mais importantes
para nossa plataforma Xbox, vendeu no primeiro dia, nos Estados
Unidos somente, 2 milhões e 900 mil cópias,
que transformados em dólares está acima de 160
milhões de dólares. Foi uma receita para as
primeiras 24 horas de lançamento, superior ao Homem
Aranha, Sherek, Harry Potter e outros, ou seja, o tamanho
da indústria de games, comparado dentro do mercado
de entretenimento é maior que o cinema e a música.
Esse trabalho de conscientização, de mostrar
para o governo que isto aqui já não é
o antigo "joguinho" e sim uma indústria de
proporções gigantescas, irá ajudar bastante
nestes apelos.
Como foi a participação da
Microsoft na E3 2006?
Milton Beck - A E3 é a feira
mais importante do mercado americano, tivemos os nossos principais
executivos participando e é uma forma muito boa de
estar em contato com vários segmentos da indústria
e com os jornalistas. Da América do Sul a maior cobertura
da feira foi a brasileira efetivamente. Foi uma boa chance
de mostrar os nossos jogos, acho muito interessante esta polarização
entre os três consoles. Devemos ter um parque com uma
quantidade de jogos muito grande até o final do ano,
se eu não me engano em torno de 160 títulos,
uma base instalada de 10 milhões de unidades que segundo
acreditamos é número muito importante para atrair
efetivamente cada vez mais a atenção dos desenvolvedores
e ter cada vez mais títulos. Esta base instalada é
que irá alimentar o crescimento desta plataforma, assim
estamos numa posição muito melhor de quando
entramos com o Xbox. O Xbox Live é um fenômeno,
você baixa jogos que pegam uma parte do público
feminino, as mulheres estão aumentando no segmento
de games, não é tão grande quanto o público
masculino mas, tem aumentado a sua participação.
Como tem crescido o público de diferentes idades, apesar
de haver uma concentração de usuários
entre 15 e 18 anos, o aumento de números de jogos para
pessoas mais velhas, mulheres e crianças. Estão
sendo criados jogos mais rápidos e com menos tempo
de aprendizado, às vezes, o jogo tem um gráfico
muito bom mas é complexo para usar, enfim, aquela segmentação
que as indústrias usavam terá que mudar, atingimos
pessoas que nunca imaginamos que pudessemos atingir. Para
PC nós vamos lançar agora em junho o Rise of
Legends. Vou falar um pouco do Rise of Nations que foi lançado
ano passado, o que ele tinha de característica era
um jogo de estratégia mas, como principal diferencial
fazer jogos rápidos de 40 minutos ou meia hora e isto
atraiu muito um público de jogadores executivos. Se
às vezes ele não podia ficar 3 a 4 horas jogando
uma campanha, ele tem a hora de almoço, ou seja, este
estilo de jogo para um público que quer jogos rápidos
vai cobrindo nichos diferenciados no mercado. Tem o perfil
do jogador que você vê na E3 ou nas outras feiras
de games e tem um outro público também importantante
que estão na faixa de 30, 35, 40 anos e que não
vão as feiras e jogam games para PC ou console. Você
não vê ele como mercado principal mas, são
responsáveis por uma parte muito grande do faturamento
da indústria e cada vez mais todos aqueles jogadores
de 15, 20 anos atrás que se apaixonaram pelo Atari,
Nintendo 64 e outros, esse pessoal cresceu e tem interesse
não só em jogos e sim em toda a parte de multimídia.
Isto é o que a Microsoft chama de Digital Entertainment
Live Style, ou seja, o pessoal que gosta de entretenimento
digital.
Em relação a essa "batalha"
do mercado de consoles polarizada entre Sony (PS3), Nintendo(Wii)
e Microsoft (X360), como a Microsoft vai se posicionar neste
mercado após o lançamento destes consoles da
concorrência e o que ainda pode haver de diferencial
do X360?
Milton Beck - O que faz a diferença
efetivamente e implica na decisão por um console ou
outro é a solução total. Tem muita gente
que insiste na comparação de gigahertz de um
com o outro, quando o que o gamer quer é se divertir
e ter uma sensação agradável na frente
de seu equipamento de entretenimento. Com relação
aos títulos, existe uma busca pelos fabricantes de
cada vez mais ter seus jogos exclusivos, ou seja, você
vai ter Halo 3 só para Xbox por exemplo, quem gosta
de títulos de Playstation vai querer ter o Playstation
e assim com a Nintendo para quem gosta de Mario ou Zelda,
enfim, uma parte muito diferencial seria o portfólio
de games. Agora, toda parte Live de jogar online vai ser talvez
o segundo grande diferencial que vai fazer o jogador que está
em dúvida a decidir entre uma plataforma ou outra.
Além disso, tem todos os outros fatores como: presença
no país, preço, suporte técnico, o gosto
estético em achar um mais bonito que o outro, as características
do controle, se você gosta com wireless ou sem, a presença
ou não de sensor de movimento como o Wii, ou seja,
a cabeça do consumidor é muito mais complexa
do que meia dúzia de fatores. A Microsoft respeita
tanto a Nintendo quanto a Sony e essa concorrência é
muito boa para o usuário, acho o fato da Microsoft
estar com o lançamento da nova geração
um ano antes e chegar ao final do ano com 10 milhões
de consoles será um grande diferencial em favor da
Microsoft. O portfólio de títulos e essa base
instalada monstruosa mais o que a Microsoft já sabe
de Live é um diferencial competitivo para nós
muito forte e o que a Microsoft conhece muito bem também
é o desenvolvedor, é uma empresa de software,
poucas empresas conhecem da área de desenvolvimento
de software como a Microsoft. O XNA , possibilitando você
desenvolver jogos para multiplataforma: mobile, PC e XBox
fazendo com que estes custos cada vez mais alto de desenvolvimento
possam ser ratiados em plataformas diversas, com uma base
instalada cada vez maior. Bem, todo esse ecosistema vai fazer
diferença levando ao sucesso nessa nova geração.
A Microsoft tem algum plano para começar
a divulgar o Xbox 360 aqui no Brasil?
Milton Beck - Quando viemos a EGS, ano passado, mostramos
o Xbox 360 em primeira mão. Posso garantir para quem
não pôde ir para São Paulo que foi um
fenômeno. Eram mais ou menos três horas de fila
para jogar três minutos, algo impressionante, a fila
corria pela feira e possuíamos nove seguranças
cuidando da mesma. Não tínhamos produtos para
vender, como não temos ainda hoje, mas é uma
forma da Microsoft mostrar para o consumidor o que tem de
disponível lá fora neste instante. Hoje, não
temos uma estratégia de marketing feita, trabalhada
para o Xbox 360, uma vez que ele não está lançado,
mas, nós temos unidades aqui e sempre que podemos,
emprestamos para a imprensa e feiras, para que as pessoas
possam ter acesso a nossa tecnologia.
O Xbox 360 deverá ser produzido no
Brasil, ou será importado?
Milton Beck - O que eu posso dizer é
que as fábricas dos consoles, de todas as 3 grandes
empresas, tanto do Xbos 360, PS3 ou Nintendo Wii estão
no mercado asiático, basicamente, as fábricas
da Microsoft estão na China. O que é importante
para o consumidor é que ele tenha acesso ao mellhor
produto possível e no preço mais razoável
possível.
Qual é a expectativa da Microsoft
para o lançamento do Windows Vista?
Milton Beck - O Windows Vista estará
pronto em novembro e será lançado primeiramente
para as empresas que tem contratos corporativos. Para o varejo
nas caixinhas ele chega em janeiro e a expectativa da Microsoft
com o Windows Vista é a melhor possível. O que
eu posso dizer é que vai ser o maior lançamento
de marketing da história da Microsoft . É um
produto que conta com mais de oito engenheiros trabalhando
nele, tem uma complexidade altíssima e irá trazer
muitos benefícios para o usuário em termos de
segurança, visualização, organização
e no que você imaginar. Ele será lançado
junto com a nova versão do Office, que será
lançado no início do próximo ano, serão
uma sucessão de novos lançamentos. Para o gamer,
em particular, o que vai facilitar será a administração
de como você vai ver seus jogos dentro do sistema, hoje,
quando você tem vários jogos instalados e para
procurar deverá ir dentro de Programs, sendo assim,
um pouco mais confuso e não sabendo bem onde está
cada jogo. Outra coisa importante é voltado para os
pais que estão preocupados, é o Parent Control,
onde pode controlar que tipos de jogos seus filhos terão
acesso ou quantas horas eles poderão jogar no computador,
ou seja, buscamos segurança cada vez mais para o usuário
não só em termos técnicos mas, também
de que conteúdo para que cada um possa ter acesso de
acordo com os padrões de cada família.
Como a Microsoft se posicionou na disputa
entre o HD-DVD e o Blu-Ray?
Milton Beck - A Microsoft aposta no
HD-DVD e a Sony é uma das empresas que apostam no Blu-Ray,
essa é uma disputa que vai ser muito importante. Vou
falar como usuário, se você ver dois filmes em
alta definição em Blu-Ray ou em HD-DVD vai ver
que é igual, eu não consegui ver a diferença
visual entre uma projeção e outra. Existem alguns
diferenciais, o HD-DVD tem de bacana, a possibilidade de gravar
na mesma mídia um filme em DVD e um filme em HD-DVD.
Você imagina então, num ponto de locação
de filmes, por exemplo, a locadora vai poder ter na mesma
caixinha no mesmo disco um filme em HD-DVD e também
em DVD. Segundo me consta, para o Blu-Ray você vai ter
que ter mídias específicas, duas diferentes
na sua loja, Agora, é claro, sendo uma briga de duas
empresas vamos ver quem vai sair melhor.
Qual a sua mensagem final para o nosso público
que acompanha as novidades da Microsoft?
Milton Beck - Peço desculpas
por não poder responder algumas perguntas e espero
que todos entendam que são informações
confidenciais e as empresas não podem compartilhar
no momento errado, para não comprometer uma determinada
estratégia. Gostaria de agradecer ao consumidor brasileiro
que tem dado uma mostra de que realmente nos apóia
muito, temos um feedback positivo na atuação
da Microsoft na área de games nos últimos anos.
Temos um público fiel, nunca vimos tantos blogs e outros
criticando a falsificação, como existe hoje.
Com certeza tudo isto será muito positivo para o desenvolvimento
do mercado de games nacional.
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