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Mostra
no Rio segue o fluxo de Nam June Paik
Patricia Froes
O movimento Fluxus começou como uma mera
releitura de um movimento que já não
trazia muita de novo e se firmou como uma das
maiores vanguardas do século XX. Criado
na década de 60 por George Maciunas, o
manifesto ia além do engajamento político
e social empregado pela arte pós-Courbetiana.
Contando com um alvo principal muito conhecido
pela classe artística - o sistema museológio
- o movimento ganhou adeptos pela Europa, Japão
e EUA, e acabou se revelando como uma celebração
à coletividade artística e a contemporaneidade.
O maior difusor do princípio
do grupo Fluxus, pelo menos em termos de audiovisual,
foi Nam June Paik, artista sul-coreano que passou
a maior parte de sua vida no Japão. Considerado
por muitos o pai da vídeo arte, Paik foi
pioneiro nas artes digitais e um dos maiores estudiosos
da música experimental, ao lado de seu
parceiro de muitos trabalhos, John Cage. O artista,
que utilizou incansavelmente elementos ordinários
da sociedade moderna como a televisão e
o sutiã, transitou também por áreas
até então inóspitas, como
a embrionária música eletrônica.
A mais completa retrospectiva de
Paik já montada no Brasil pode ser conferida
no Centro Cultural Telemar do Rio de Janeiro até
o dia 30 deste mês de julho. Com quase 40
vídeos, a coleção percorre
todas as fases do "cineastas" do Fluxus,
da década de 60 a 90, traçando um
vasto painel não só da genialidade
do artista, mas de todo o movimento que pregou
a não-arte e principalmente, a liberdade.
Serviço
Centro Cultural Telemar
Rua Dois de Dezembro, 63 - Flamengo / Rio de Janeiro.
Nam June Paik - Vídeos de 1961-2000
Até 30 de Julho
Entrada Gratuita
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