Orientações
de navegação apenas para os ouvidos
Luiz Thiago e Antonio
Puga |
Em nome
da segurança nacional
Inicialmente, o GPS foi projetado para o uso
militar. Na década de 80, o então
presidente americano Ronald Reagan aprovou a
liberação do aparelho para o uso
civil. Na época da liberação
do sistema, o Departamento de Defesa americano
implantou um erro artificial chamado Disponibilidade
Seletiva, para resguardar a segurança
interna do país. Foi cancelada em 2000,
pois o desenvolvimento tecnológico permitiu
ao Departamento de Defesa obstruir a precisão
do sistema onde os interesses americanos exigissem.
No Brasil, as empresas de transportes
são os maiores usuários do equipamento,
que é empregado para o rastreamento dos
veículos de entrega. Mas como funciona
o GPS? O sistema usa a tecnologia por satélite,
fornecendo dados sobre a posição
de um veículo ou pessoa em um determinado
local. Os receptores medem os sinais de três
ou mais satélites simultaneamente, determinam
sua posição e usam o sincronismo
dos sinais.
Um fator que afeta a precisão é
a Geometria dos Satélites localização
dos satélites em relação
uns aos outros sob a perspectiva do receptor
GPS. Se um receptor estiver localizado sob quatro
satélites e todos estiverem na mesma
região do céu, sua geometria é
pobre.
O receptor pode não ser capaz de se localizar,
pois todas as medidas de distância provém
da mesma direção geral. Desta
forma, mesmo que o receptor mostre uma posição,
a precisão não é boa. A
geometria dos satélites torna-se importante
quando se usa o GPS próximo a edifícios
ou em áreas montanhosas.
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Utilizado em larga escala na Europa e nos Estados
Unidos, o GPS sigla para Global Position
System, que significa sistema geral de posicionamento
está longe de ser realidade nos
carros do Brasil. Além de dificuldades
físicas, como a vasta extensão
do território nacional e a péssima
condições de estradas que interligam
algumas regiões, há um obstáculo
maior para a implementação do
acessório por aqui: a lei.
Embora não seja diretamente citado, os
aparelhos que recebem coordenadas por satélites
para orientar os motoristas estão enquadrados
na resolução 190/2006 do Contran
(Código Nacional de Trânsito).
Segundo o artigo, objetos que tenham display
visuais podem distrair o condutor do veículo
e, por conseqüência, provocar acidentes.
É permitido apenas
setas no painel ou informações
de áudio adverte o coordenador
geral de infra-estrutura de trânsito do
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran),
Orlando Moreira Silva.
Curiosamente, nos países
desenvolvidos, onde os índices de acidentes
de trânsito são menores que o nosso,
não há lei nestes moldes. Só
para se ter uma idéia de como é
normal rodar com o auxílio do GPS lá
fora, cerca de 85% dos automóveis dos
Estados Unidos vêm com dispositivos de
localização instalados de fábrica.
Na Europa, o mesmo ocorre com 60% da frota.
Mas apesar das barreiras, as perspectivas para
o segmento no Brasil são otimistas.
Rodam hoje no Brasil cerca
de 25 milhões de carros sem qualquer
tipo de receptor de coordenadas por GPS
calcula Alberto Gerardi, diretor geral da Magnetti
Marelli, durante apresentação
do novo produto da empresa, o GPS Easyroad
Acredito que, com a adequação
de novos aparelhos à legislação
brasileira, esse número tende a reduzir
de forma significativa.
A novidade da empresa italiana,
que será lançada no dia 15 de
novembro, consiste em um sistema portátil
de navegação que reúne,
em um único aparelho, funções
de reprodução de vídeo,
MP3 player, além do carro-chefe: o localizador
por GPS.
De fácil manuseio, o Easyroad
agradou no test drive realizado. Depois de digitar
o endereço desejado, basta que o motorista
siga as orientações impressionantemente
precisas de uma voz eletrônica.
A versão testada, porém, foi a
utilizada no exterior. A que será lançada
no Brasil obedecerá às normas
do Contran. Ainda sem preço sugerido,
calcula-se que o Easyroad custará por
volta de R$ 2 mil.
Há no mercado brasileiro
outros produtos similares, como o MapLink Destinator.
O sistema, que possui as características
de localização por GPS, necessita,
porém, que o usuário tenha um
palmtop para instalar o software. Desde que
foi lançado, em 2002, o MapLink Destinator
já vendeu 1.300 unidades. Um dos maiores
problemas de ambos os aparalhos é que
abrangem partes restritas do território
nacional, como apenas grandes metrópoles.
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