As sagas de terror que proliferaram no fim dos anos 70 e no início dos anos 80 nunca deixaram margem para grandes evoluções - seja ele Michael Myers, Jason Voorhees ou Freddy Kruger, é sempre um psicopata com um facão atrás de pescoços adolescentes. A mera repetição que garantia a continuidade da série ganhou, pelo menos, um atrativo a mais em
Halloween: ressurreição - o oitavo filme estrelado por Michael Myers. Os produtores passaram óleo de peroba no rosto e puseram no mesmo saco de gatos um massacre homicida, internet e
reality shows.
No filme, um grupo de seis jovens é desafiado a passar a noite de Halloween na casa em que Myers matou sua própria família. A aventura é transmitida pela internet em tempo real, mas sai do controle, afinal Myers aparece para reclamar o papel de estrela, com seu facão sempre ensangüentado. Claro, tem atores péssimos, atrizes seminuas, sustos pregados pelo mais bobo da trupe e uma vítima que não morre de verdade. Mas as camêras portáteis, tremidas, e a iluminação precária do falso reality show confere um clima maior de tensão. Nada que não tenha sido visto em A bruxa de Blair ou no recente O olho que tudo vê. Mas que é um sopro de novidade dentro dos limitados padrões de Halloween.