Para algumas pessoas deve ser difícil acreditar que um
anime - produto da animação japonesa - não seja coisa para crianças e adolescentes fãs de
Pokémon,
Sailor Moon ou
Dragonball. Fica mais fácil argumentar que
A viagem de Chihiro é um
anime perfeitamente apreciável pelo público mais velho quando se diz que o longa dividiu o Urso de Ouro, no Festival de Berlim, com
Domingo sangrento.
A produção de Hayao Miyazaki, o Walt Disney japonês, levou também o Oscar de longa de animação. A história lembra Alice no País das Maravilhas ao mostrar uma garota que cai em uma estranha dimensão habitada por deuses japoneses. Em sua saga para salvar os pais de um bizarro destino - eles viraram porcos! -, a jovem Chihiro lida com personagens estranhos em situações surreais. A longa duração da história pesa em poucos momentos, mas a riqueza de simbologia da história e a beleza dos traços compensam.